[News] Chris Barreto e Wally Almeida celebram a Urban Art com o tema “Postes que Falam” em Porto Grande, Guarapari-ES

 Chris Barreto e Wally Almeida celebram a Urban Art com o tema “Postes que Falam” em Porto Grande, Guarapari-ES




Em Porto Grande, em Guarapari, a arte urbana ganha novos contornos e significados pelas mãos de Chris Barreto e Wally Almeida. Juntos, os artistas transformam postes — antes meramente funcionais — em verdadeiras colunas contemporâneas da cidade, criando um diálogo visual entre geometria, cor e identidade cultural.

Entre padrões geométricos, cores vibrantes e narrativas visuais, o espaço urbano é ressignificado. Assim como na Antiguidade Clássica as pilastras organizavam o espaço e carregavam simbolismos estéticos e espirituais, aqui esse princípio se reinventa: repetição, ritmo e composição transformam o ordinário em linguagem artística. Cada poste torna-se um eixo narrativo, onde xadrezes, blocos cromáticos e formas dialogam com o cotidiano e com o olhar de quem passa, muitas vezes apressado, mas inevitavelmente impactado.

Chris Barreto, capixaba radicada em Guarapari, traz para esse projeto uma trajetória internacional marcante. Após mais de duas décadas em Nova York, onde se destacou na cena artística e na moda — inclusive com reconhecimento global ao ter uma peça usada por Madonna —, Chris consolidou uma pesquisa que integra arte, corpo e comportamento humano. Com formação em psicologia e neurociência, sua obra atravessa a Pop Art, o graffiti e referências indígenas, sempre conectada a temas como pertencimento, sustentabilidade e identidade cultural. De volta ao Brasil, dedica-se a projetos sociais e intervenções urbanas que aproximam arte e comunidade.

Já Wally Almeida, jovem artista autodidata de Porto Grande, construiu sua trajetória a partir de uma sensibilidade artística que se manifestou ainda na infância, desenhando na areia da praia. Autista e profundamente conectado à arte como forma de expressão, Wally evoluiu do papel para os muros, tornando-se um dos nomes mais promissores da arte urbana capixaba. Seu primeiro mural, realizado em 2020, marcou o início de uma trajetória que hoje inclui obras em diversas cidades do Espírito Santo e reconhecimento internacional, com trabalhos presentes em coleções no Brasil e no exterior. Seu estilo carrega forte identidade visual e conexão com as raízes locais, transformando espaços em pontos de memória e cultura.

No encontro entre esses dois artistas, Porto Grande se torna laboratório vivo de criação. Mais do que pintura, o que se constrói é uma nova percepção da cidade. Os postes deixam de sustentar apenas fios e passam a sustentar significados.

O que antes era estrutura, agora é símbolo.

Essas intervenções não conduzem apenas energia elétrica — conduzem percepção, memória e pertencimento. Da base ao topo, cada cor afirma que a cidade também é corpo: um organismo vivo, pulsante, que pode ser pintado, sentido e reimaginado.

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