[Festival] “As Vitrines”, de Flavia Castro, terá primeira exibição nacional no Festival do Rio no dia 6 e divulga cartaz

 

“As Vitrines”, da diretora Flavia Castro, fez sua estreia mundial na mostra competitiva de longas-metragens, do 34º Festival de Biarritz, e terá sua primeira exibição nacional na Mostra Hors Concours da Première Brasil do Festival do Rio,  no dia 6. O filme é uma produção da República Pureza Filmes e da Flauk Filmes, coprodução da Globo Filmes, Canal Brasil e RioFilme, produtora associada Les Films du Poisson, com distribuição da ArtHouse e Filmes do Estação.

“Estive pela primeira vez no Festival de Cinema Latino Americano de Biarritz, em 2010, com “Diário de uma busca”, onde o filme ganhou o prêmio Abrazo de melhor documentário. No ano seguinte, em 2011, o festival completava 20 anos e fiz parte do júri de documentários, outra experiência inesquecível que Biarritz me proporcionou. Em 2019, voltei com meu primeiro longa de ficção, “Deslembro”, que saiu de lá com o Prêmio da Crítica. Por isso tudo, foi uma alegria voltar a um festival que me viu nascer como cineasta para mostrar “As Vitrines”. Ainda mais em um ano em que o cinema brasileiro estava tão presente, por lá. E foi incrível ver a sala de 1300 lugares lotada nas duas sessões, e emocionada ao final do filme, declara Flavia Castro.

A diretora volta ao tema da memória e da Ditadura Militar, depois de filmes como “Diário de uma busca” e “Deslembro”, que ela descreve como obras de “construção de lembranças”.  “As Vitrines”, inspirado na infância de Flavia, é ambientado na embaixada da Argentina, em Santiago, capital do Chile, logo após o golpe que o país sofreu em 1973. As crianças, Pedro (Gael Nordio) e Ana (Helena O’Donnell), filhos de brasileiros exilados no Chile, apesar da tensão do confinamento, experimentam um momento único de descobertas. 


SINOPSE

Chile, 1973. Logo após o golpe militar de Pinochet, centenas de militantes de esquerda latino americanos, se refugiam na embaixada da Argentina, à espera de um visto para poder fugir do país. Para Pedro (12) e Ana (11), filhos de militantes, esse confinamento forçado se torna um parênteses no tempo. Juntos, experimentam uma rara liberdade ao mesmo tempo em que tentam lidar com as rupturas que o golpe provocou em suas vidas.


ELENCO PRINCIPAL

Gael Nordio, Helena O'Donnell, Ema Castro Pérez, Oliverio Molinaro Eijo, Letícia Colin, Gabriel Godoy, Marina Provenzzano, Marcos de Andrade, Roberto Birindelli.


EQUIPE TÉCNICA

Roteiro e direção: Flavia Castro

Produção: Marcello Ludwig Maia e Flavia Castro

Coprodutor: Vicente Amorim

Produtores associados: Yael Fogiel, Ilda Santiago e José Alvarenga Jr.

Direção de fotografia: Heloisa Passos, ABC, DAFB

Direção de arte: Ana Paula Cardoso

Figurino: Renata Russo

Montagem: Flavia Castro

Colaboração na montagem: Marilia Moraes

Preparação elenco infantil: Julián Calviño

Produtores de elenco: Bianca Byington, Bruno Briccola, Diana, Deborah Carvalho

Direção de som: Carolina Barranco

Edição de som: Bernardo Uzeda, Tomás Alem

Mixagem: Gustavo Loureiro

Produção: República Pureza Filmes e Flauk Filmes

Coprodução:  Globo Filmes, Canal Brasil e RioFilme

Produtora Associada: Les Films du Poisson

Distribuição:  ArtHouse Distribuição e Filmes do Estação


ESPECIFICAÇÕES

Título original: “As Vitrines”

Título em inglês: “Vitrines”

Título em espanhol: “Las Vitrinas”

Ano: 2025

País: Brasil

Duração: 110 minutos

Gênero: drama

Cor: colorido

Idioma: espanhol e português

Classificação: 12 anos


FLAVIA CASTRO |Direção, roteiro e montagem

Flavia nasceu no Brasil, mas cresceu no exílio. Entre documentário e ficção, trabalhou em diversas funções, no Brasil e na França. Flavia escreve, dirige e monta a maioria de seus filmes. Seu primeiro longa-metragem, o documentário “Diário de uma busca” (2011), foi premiado como Melhor Documentário no Festival de Biarritz (2010) e no Festival do Rio (2010); Prêmio Especial do Júri - Festival Nuevo Cine Latino Americano de Havana 2011; Melhor Filme de Investigação e Melhor Filme em Língua Portuguesa- DOCLISBOA 2011, além de outros prêmios. Nele, Flavia retraça a história da vida de seu pai, Celso, jornalista, militante de esquerda, que, em 1984, foi encontrado morto em Porto Alegre, no apartamento de um suposto ex-oficial nazista. O episódio é o ponto de partida para uma viagem no tempo e na geografia através de cartas, lembranças, exílios e testemunhos, marcados pela história do país e pelo fracasso de um projeto político. Sua primeira ficção, “Deslembro” (2018), teve estreia mundial no Festival de Veneza,  em 2018, foi premiado no Festival do Rio com o Troféu Redentor de Melhor Filme pelo Júri Popular e o Prêmio FIPRESCI da Crítica, e Eliane Giardini recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, além de conquistar vários prêmios de crítica e público. O filme conta a história da adolescente Joana, que mora em Paris com a família, quando a anistia é decretada no Brasil. De um dia para o outro, e à sua revelia, organiza-se a volta para o país do qual mal se lembra. Flavia encerra a trilogia de sua “construção de lembranças” voltando à infância com “As Vitrines” (2025), ficção que se inspira nos três meses em que esteve abrigada com sua família, logo após o golpe de Pinochet, na embaixada da Argentina em Santiago. Essa experiência também rendeu um relato para a Revista Piauí de setembro de 2023, intitulado “A Embaixada”. Em 2025, ela também dirigiu o longa-metragem de ficção “Cyclone”, inspirado na vida de Maria de Lourdes Castro. Flavia participou também do filme “A Aula Vazia” (2015), longa-metragem com 10 curtas de diretores latino-americanos, com o curta “Matemática”. Como roteirista, Flavia trabalhou com os diretores Eduardo Escorel, Vinicius Reis, Roberto Berliner entre outros.


REPUBLICA PUREZA FILMES | Produtora

República Pureza Filmes, produtora que completa 30 anos de atuação no cinema brasileiro , Marcello Ludwig Maia realizou como produtor e coprodutor mais de 25 longas metragens, Amarelo Manga, Febre do Rato, Big Jato e Piedade, de Cláudio Assis, Um Passaporte Húngaro e Três Verões, de Sandra Kogut, A Erva do Rato e Educação Sentimental, de Julio Bressane, A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante, Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho, Faroeste Caboclo, de René Sampaio, A Frente Fria que a Chuva Traz, de Neville de Almeida, O Beijo no Asfalto e Pérola, de Murilo Benício, Domingo, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa e dois filmes baseados em romances de Clarice Lispector que coproduziu, A Paixão Segundo GH, de Luiz Fernando Carvalho, e O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy, entre muitos outros – longas, documentários, séries e projetos para a TV. Este conjunto de filmes conquistou prêmios e participações em festivais como Berlim, Veneza, Locarno, Rotterdam, Toronto, Toulouse, Havana, Bafici, etc. Entre os filmes novos, destacam-se ”Pele de Rinoceronte”, de Marcello Ludwig Maia, coprodução com Uruguai, em pós-produção, “As Vitrines”, de Flávia Castro e “Quatro Meninas”, de Karen Suzane, uma coprodução com a Holanda. Ambos com estreia prevista para o primeiro semestre de 2026 e Anti Nelson, de Neville D`Almeida em desenvolvimento.


GLOBO FILMES | Coprodução

Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998 como a maior coprodutora e uma das maiores investidoras do cinema brasileiro. Em 2023, completou 25 anos e chegou à marca de mais de 500 filmes no portfólio e mais de 260 milhões de público acumulado. Como produtora e coprodutora, seu foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro: comédias, romances, infantojuvenis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de público, como 'Minha Irmã e Eu' e ‘Os Farofeiros 2’, duas das maiores bilheterias nacionais pós-pandemia, ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Marighella’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘Pedágio’ e ‘Carandiru’, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e 'Bacurau', que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes.


ARTHOUSE | Distribuidora

A ArtHouse é uma distribuidora dedicada ao cinema independente que traz em seu catálogo filmes como A Erva do Rato e Educação Sentimental, de Julio Bressane, A História da Eternidade e king Kong em Asunción, de Camilo Cavalcante, Big Jato e Piedade, de Cláudio Assis, Futuro Junho, de Maria Augusta Ramos, Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho, o argentino Vergel, de Kris Niklison, o português Os Maias, de João Botelho, Relatos do Front de Renato Martins, Auto de Resistência, de Natasha Neri e Lula Carvalho, Fevereiros, de Marcio Debelian, Música para Quando as Luzes se Apagam, de Ismael Canepele, O Beijo no Asfalto, de Murilo Benício, e Domingo de Fellipe Barbosa e Clara Linhart, entre outros de um conjunto de quase 30 longas entre filmes de ficção e documentários, em 12 anos de trajetória. Como destaque entre os lançamentos mais recentes, os documentários Iracemas, de Tuca Siqueira, e Cafi, de Lírio Ferreira e Natara Ney, e abrindo uma nova parceria com a Filmes do Estação, o longa Transe, de Carolina Jabor e Anne Pinheiro Guimarães e De Pai Para Filho, de Paulo Halm.


FILMES DO ESTAÇÃO | Distribuidora

Filmes do Estação, a distribuidora do Grupo Estação, fundada em 1990,  é responsável por inúmeros lançamentos de filmes independentes, brasileiros e internacionais, de sucesso de público e crítica. Neste período lançou mais de 300 títulos e relançou diversas coleções de clássicos. Em 2024, três dos seus lançamentos fizeram parte das listas de melhores do ano: o documentário francês “Orlando, Minha Biografia Política”, de Paul B. Preciado, “O Diabo na Rua no Meio do Redemunho”, de Bia Lessa e “Malu”, de Pedro Freire - praticamente unanimidade entre o público e a crítica, Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante (Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha) no Festival do Rio e conquistou três prêmios no Grande Otelo 2025, oferecido pela Academia Brasileira de Cinema:  Melhor Primeira Direção, Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante para Juliana Carneiro da Cunha.


No primeiro semestre de 2025, lançou quinze filmes internacionais, com destaque para o indiano “Sempre Garotas”, da diretora Suchi Talati, vencedor do Prêmio do Público de Melhor Filme e do Prêmio Especial do Júri de Melhor Atriz no Festival Sundance de 2024, e para o mais recente filme do renomado diretor Costa-Gavras, “Uma Bela Vida”, - uma delicada e iluminadora reflexão sobre o fim da  vida,  que já ultrapassou 35.000 espectadores. Entre os clássicos,  começou com "Em Busca do Ouro", de Charlie Chaplin, e agora retoma seu projeto de coleções com a recém-lançada mostra Truffaut Por Completo, e o lançamento da coleção Agnès Varda ainda em 2025. Para 2026, a Filmes do Estação prepara o lançamento de grandes títulos, como o “As Vitrines”, novo longa da diretora e roteirista Flavia Castro, “A Cronologia da Água”, primeira direção de Kristen Stewart, que estreou na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes e o longa documental Palestino "Put Your Soul in Your Hand and Walk”, que estreou na Mostra ACID Cannes. A distribuidora possui diversas parcerias com projetos ainda em fase de desenvolvimento, de forma a pensar estratégias de lançamento dos filmes desde o seu início.


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