[News]“Caminho de Casa”, peça inédita da premiada autora Renata Mizrahi, estreia em 2 de abril na Arena do Sesc Copacabana
“Caminho de Casa”, peça inédita da premiada autora Renata Mizrahi, estreia em 2 de abril na Arena do Sesc Copacabana
crédito Dalton Valério
Com direção de Miwa Yanagizawa, espetáculo traz no elenco as atrizes Kelzy Ecard e Juliana França
Em “Caminho de Casa”, uma relação delicada entre mãe e filha é revisitada na sala de um consultório médico. Entre o humor e o drama, a peça aborda a história destas duas personagens, interpretadas por Kelzy Ecard e Juliana França, que ressignificam uma relação marcada por conflitos, ausências e perda de memória. Com idealização e texto de Renata Mizrahi, e direção de Miwa Yanagizawa, o espetáculo estreia em 2 de abril na Arena do Sesc Copacabana, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h.
A atriz Kelzy Ecard sobe ao palco para celebrar seus 35 anos de carreira no teatro, dando vida a Marta, uma mulher que sofre com a perda de memória progressiva e com o medo de não conseguir o perdão da filha, Laura, interpretada por Juliana França. No tempo presente, elas estão na sala de espera do consultório médico para uma consulta de Marta, que já não reconhece mais a filha. Elas conversam como duas desconhecidas, e Laura se permite revisitar as dores e realidades que levaram sua mãe a ir embora em um determinado momento de suas vidas. Antes de perder a memória de vez, Marta tenta resgatar em sua lembrança se foi perdoada pela filha.
Transcorrendo entre passado e presente, o público é convidado a conhecer diferentes épocas e momentos dessa relação, desde a infância de Laura até os dias atuais. A quebra da cronologia reflete a memória fragmentada de Marta, que alterna momentos de lucidez e devaneios. Nos anos 1980, Marta é uma mulher apaixonada pelo mar, que trabalhou duro para comprar um apartamento em Copacabana, cuidando também de seu casamento, de sua filha e de seu trabalho. A peça aborda a realidade de tantas mulheres que enfrentam a sobrecarga e o acúmulo de funções e sua relação com o esgotamento mental.
Idealizadora e autora do texto, Renata Mizrahi se inspirou em muitas mães e mulheres, mas também na relação com a própria mãe para criar as personagens de “Caminho de Casa”. “Eu sou a filha mais velha de três. Minha mãe era muito sobrecarregada e tinha uma relação conturbada com meu pai. Eu não tive intimidade com ela durante a adolescência, uma fase muito importante”, conta Renata, que se reconectou à mãe aos 18 anos. “Hoje, nossa relação não tem intimidade, mas tem respeito e carinho.”
A diretora Miwa Yanagizawa se emocionou bastante durante os ensaios. “A peça nos coloca o tempo todo diante de um espelho delicado que mostra a nossa terrível vulnerabilidade perante a vida”, revela a diretora, sem esconder a admiração pelas duas atrizes. “Tem sido uma aventura acompanhar a relação entre, Marta e Laura, da Kelzy e da Juliana, que fazem, brilhantemente, mãe e filha em cena! Elas vivem uma relação atravessada por ausências, silêncios, traumas que nunca foram muito elaborados, palavras que não foram ditas no momento certo, gestos que faltaram. E tem o fator trágico de a mãe estar perdendo a memória. Vemos as personagens recriando um vínculo afetivo à medida que as recordações vão se desfazendo. A gente ri e chora quase ao mesmo tempo”, completa Miwa Yanagizawa.
FICHA TÉCNICA:
Idealização e Texto: Renata Mizrahi
Direção Artística: Miwa Yanagizawa
Diretora Assistente: Adassa Martins
Elenco: Kelzy Ecard e Juliana França
Trilha Sonora: Azulllllll
Cenário: Tuca Benvenutti
Figurino: Teresa Abreu
Direção de movimento: Laura Samy
Iluminação: Nina Balbi
Produção Executiva: Christina Carvalho
Produtora Assistente: Natália Dias
Assessoria de Imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda
Mídias Sociais: Nathália Alves
Identidade Visual: Janaina Ferreira
Realização: Teatro de Nós Produções Artísticas
SERVIÇO Temporada: 2 a 26 de abril de 2026 Dias e horários: Quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 18h Local: Arena do Sesc Copacabana (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana) Ingressos: R$30 (inteira), R$15 (meia), R$10 (credencial plena), gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: De terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: https://www.ingresso.com/ Classificação indicativa: 12 anos Duração: 80 minutos Instagram: @caminhodecasaespetaculo
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Minibios
Renata Mizrahi (idealização e texto) – É roteirista, dramaturga e diretora. Vencedora do Prêmio Shell 2014 por “Galápagos” (direção de Isabel Cavalcanti), pela qual também foi indicada ao Prêmio Cesgranrio e ao Prêmio APTR. A peça foi lida na Cuny University (Nova York). É vencedora na categoria melhor texto no prêmio Zilka Salaberry com as peças “Coisas que a Gente não vê”, “Joaquim e as Estrelas” e “Nadistas e Tudistas”. Foi indicada na categoria melhor texto com os espetáculos: “Silêncio!” (prêmios FITA e Cesgranrio - 2014) e “Marrom Nem Preto, Nem Branco?” (prêmios Zilka Salaberry e CBTIJ - 2017). Indicada por melhor texto adaptado por “Ludi na Revolta da Vacina”, adaptação do livro de Luciana Sandroni (prêmios CBTIJ e Botequim Cultural – 2017). É autora de “Chica da Silva – O Musical” (direção de Gilberto Gawronski).
Miwa Yanagizawa (direção) – É atriz e diretora. Fundou o Areas Coletivo. Foi integrante da Cia de Teatro Autônomo, dirigida por Jefferson Miranda, por 17 anos. Trabalhou como diretora-pedagoga no Grupo Nós do Morro e participou da formação do Grupo Código, na cidade de Japeri (RJ), pelo projeto Tempo Livre. Na categoria melhor direção, ganhou os prêmios Shell e APTR pelo espetáculo “Nastácia”, de Pedro Brício; e APTR por “Em Nome da Mãe”, de Suzana Nascimento. Desde 2013, ministra oficinas a partir da pesquisa sobre a escuta na atuação desenvolvida pelo Areas Coletivo. Trabalhos recentes de direção: “Eu Capitu”, de Carla Faour e “Okama”, de Gabriel Saito.
Kelzy Ecard (atriz) – Com 35 anos de trajetória, Kelzy Ecard é reconhecida como uma das mais potentes atrizes de teatro de sua geração. Nos últimos anos, também vem se dedicando ao audiovisual. No teatro, foi indicada e honrada com os mais importantes prêmios, com indicações aos prêmios Mambembe, Shell, Aplauso, além de receber os Prêmios APTR (por “Incêndios” e “Rasga Coração”), Botequim Cultural (por “Tom na Fazenda”), Cenym (por “Incêndios” e ‘Tom na Fazenda”) e Questão de Crítica (por “Breu”, junto a Andreia Horta). Em 2020/2021 participou da experiência cênica online “Parece Loucura, mas Há Método”, com a Armazém Companhia de Teatro, com direção de Paulo de Moraes. Em 2025, estreou o espetáculo “Terminal”, com direção de Cesar Augusto. Atualmente, está no ar na novela Três Graças (TV Globo) e em “Dona Beja” (HBO Max).
Juliana França (atriz) – É atriz, diretora, dramaturga, professora e cria de Japeri, na Baixada Fluminense. Mulher negra e mestre em Filosofia pela UFRRJ, com mais de 20 montagens teatrais e atuação contínua no teatro, no cinema e na televisão. Juliana foi indicada ao 36° Prêmio Shell de Teatro (2025/2026) na categoria direção por “Cabeça de Porco – Retratos de um Território”. Ganhou dois prêmios de melhor atriz coadjuvante com o espetáculo “Inimigo do Povo” (2009), dirigido por Miwa Yanagizawa. Entre 2019 e 2023, atuou em produções audiovisuais, recebendo mais de dez prêmios de melhor atriz em festivais de cinema, entre eles o Guarnicê, por “Neguinho” (2020) e “Amai-vos” (2022). Em 2023, participou das novelas “Vai na Fé” e “Elas por Elas” (TV Globo). De 2022 a 2024, circulou por mais de 18 países com o espetáculo “Depois do Silêncio”, de Christiane Jatahy. Em 2025, atuou em “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, ao lado de Wagner Moura, e protagonizou o filme “Laudelina e a Felicidade Guerreira”, premiado no Festival de Brasília e na Mostra de Cinema de Gostoso. Integra o Grupo Código há 18 anos, onde é diretora e vice-presidenta.
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