26 dezembro 2016

[Crítica] O Vendedor de Sonhos

Júlio César (Dan Stulbach), um psicólogo decepcionado com a vida em geral, tenta o suicídio, mas é impedido de cometer o ato final por intermédio de um mendigo, o "Mestre" (César Troncoso). Uma amizade peculiar surge entre os dois e, logo, a dupla passa a tentar salvar pessoas ao apresentar um novo caminho para se viver. Adaptação do best-seller homônimo do psicoterapeuta e escritor Augusto Cury.

O que eu achei?
Queridos leitores, tenho que admitir que ver um filme filmado em São Paulo foi emocionante para mim. Não posso afirmar quanto a vocês, afinal quase todos os filmes nacionais em sua maioria são filmados no Rio de Janeiro, mas ter a minha cidade retratada em um filme, você reconhecer lugares, prédios, ruas, é algo que realmente me cativou desde o momento que eu assisti o trailer.

Já li os três livros da série do "Vendedor de Sonhos", e digo de passagem que os mesmo me arrebataram para um universo incrível, e que me prenderam por sua narrativa sensacional, e que nos faz pensar em coisas que jamais haveríamos de pensar em nosso cotidiano, nos obrigando a refletir sobre a nossa vida e o impacto da mesma na sociedade a nossa volta.

O filme começa com um renomado psicólogo chegando ao seu ambiente de trabalho, passando direto por todos e se pondo no parapeito da janela do seu consultório no 21º andar em um prédio na região da faria lima em São Paulo, um coração comercial na cidade. Algo bem sensacionalista, onde até mesmo um outro psicólogo tenta fazer com que ele desista da decisão de se jogar e se rende ao fracasso, pois nem mesmo seu poder de persuasão foi forte o suficiente para o suicida abdicar de seu plano.

Eis quando, que para mim, observei tal cena e fiquei indagando, sem nenhuma forma de preconceito, mas apenas a curiosidade, como um homem de aparência tão simples, mal vestido, conseguiu entrar em um prédio comercial de tão alta estirpe, onde vemos nas primeiras cenas, o próprio Dr Julio Cesar ( o personagem que até então irá se jogar da janela) colocando sua digital para liberar sua entrada, como ele conseguiu acesso ao 21º do mesmo ficou um mistério para mim.
Um louco, um maluco, mas foi ele quem conseguiu mudar as idéias e tirar de sua mente essa ideia de morte. Pois com suas palavras, o suicida na verdade é um assassino, pois primeiramente ele tenta matar sua dor, mas na verdade esta matando as pessoas que ficam em vida.

A narrativa do filme em minha opinião ficou pobre, e fugiu bastante do que se é contado no livro, inventaram algumas cenas que não são retratadas no livro e isso me incomodou bastante, não há uma sistemática entre as cenas e acredito piamente que os livros conseguiram passar uma mensagem que o filme infelizmente não conseguiu e falho absurdamente tentando.
Mas num quesito geral é um bom filme de se assistir, pois o mesmo incendeia nosso senso crítico para com a sociedade e com a forma de que vivemos. Recomendo irem de mentes abertas e tentem absorver a filosofia que o filme nos entrega tão abertamente, pois hoje em dia temos pouquíssimos filmes como esse que nos faz parar e pensar na mensagem que o mesmo está tentando nos passar.

Trailer:







Um comentário

  1. tenho o livro mas vi o filme antes. achei bem lindo porém raso, espero que no livro tenha um aprofundamento maior dos pensamentos.

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