[Crítica] A Saída 8
Crítica:
Inspirado no jogo de videogame, The Exit 8 é um filme com um suspense desafiador. Nele, um homem fica cada vez mais desesperado ao perceber que está preso em uma estação de metrô, precisando vencer uma missão para sair de lá. Na situação, ele segue algumas regras durante a caminhada até a saída: se ver alguma anomalia, volte imediatamente. Caso contrário, siga o seu trajeto. No entanto, um único erro o faz voltar repetidas vezes ao ponto de partida, o fazendo questionar se um dia irá conseguir deixar o local.
O quê eu achei?
Em primeiro lugar, preciso começar essa crítica esclarecendo que nunca joguei o jogo Saída 8 em que esse filme é baseado. Minha opinião é baseada apenas em minha experiência como cinéfila, não como gamer.
Dirigido por Genki Kawamura(que além de diretor, também é autor e escreveu um livro que recomendo, Se os gatos desaparecessem do mundo, publicado aqui pela Bertrand Brasil, selo da editora Record), o longa começa mostrando um homem-que nunca é nomeado e portanto o chamarei apenas de O homem perdido- interpretado por Kazunari Ninomiya, da banda Arashi e que participou de algumas séries como Last Samurai Standing, está no metrô voltando do trabalho exausto e presencia um passageiro sendo rude com uma mulher carregando um bebê de colo que estava chorando por não conseguir mantê-lo quieto; ele recebe uma ligação de sua namorada informando que está grávida e que será pai pela primeira vez.
A ligação falha e O homem perdido se vê em um corredor deserto que parece dar loops infinitos sem chegar a lugar nenhum. Ele descobre ao ler num cartaz na parede que precisa alcançar a saída 8 se fizer a volta toda vez que encontrar uma anomalia e seguir em frente se não houver nenhuma. Uma anomalia é qualquer item que aparente estar fora do comum; pode ser um rosto num pôster ou sangue pingando do teto. Qualquer erro, por menor que seja, o fará resetar o jogo, levando-o de volta à saída 0.
O homem perdido encontra um menino perdido vagando pela estação e ambos decidem unir forças para resolver o mistério- e seus caminhos se cruzam com o do Andarilho, um homem sorridente que pode ser a chave para tirá-los dali.
Eu não sei dizer se o final foi fiel ao jogo porque, como mencionei acima, nunca o joguei, mas achei interessante a reflexão que o longa traz sobre amadurecimento, assumir suas responsabilidades e coragem de se impor.
Estreou nos cinemas hoje, dia 30 de abril, com distribuição da Paris Filmes.
Trailer:



Nenhum comentário