[News] Escritas Subversivas amplia ações de valorização da literatura de mulheres da Baixada com formação sobre memória, território e patrimônio cultural
Foto: Nathália Cabral
Projeto promove quatro encontros com estudantes do Ensino Médio e CEJA e aproxima literatura, memória e patrimônio imaterial a partir das narrativas produzidas por escritoras da Baixada Fluminense
A literatura produzida por mulheres da Baixada Fluminense ganha mais um espaço de reconhecimento e circulação com o plano formativo Escritas Subversivas – Patrimônio Imaterial Baixadense. Como uma nova frente do projeto Escritas Subversivas, a iniciativa aproxima estudantes da produção literária da região e propõe reflexões sobre como histórias, memórias, experiências e modos de vida também constituem referências culturais dos territórios. Os encontros acontecem nos dias 27 de outubro e 3, 10 e 17 de novembro.
Realizada no Colégio Estadual Santo Antônio de Pádua, a formação reúne estudantes do Ensino Médio e do CEJA em quatro encontros, conduzidos pela curadora Liz Córdova e mediados por Carol Nunes. A proposta é fazer da literatura um caminho para ampliar perspectivas e imaginar novos futuros a partir da Baixada, colocando em debate quem conta as histórias da região, quais memórias permanecem e quais experiências ainda precisam ganhar espaço nas narrativas sobre os territórios populares.
“Nosso objetivo é estimular a produção artística entre a juventude periférica e despertar o interesse pela literatura, sobretudo pelas produções literárias de mulheres da Baixada Fluminense”, comenta Liz Córdova, idealizadora do projeto.
O percurso parte de uma compreensão ampla do patrimônio cultural, que não se limita a monumentos e espaços reconhecidos oficialmente, mas também abrange saberes, práticas, modos de fazer, personagens e lugares de memória presentes no cotidiano das comunidades. Nesse contexto, a literatura se torna uma forma de registrar experiências, preservar histórias e ampliar o reconhecimento das referências culturais da Baixada Fluminense.
Ao longo dos encontros, as escritoras Selminha Ray, Hanny Saraiva, Lu Ain Zaila e Cátia Regina conduzem atividades sobre as narrativas construídas em torno da região, a memória e as práticas culturais das comunidades, a circulação dos livros entre os jovens e as histórias que ainda precisam ser contadas. Por meio de leituras, cartografias, jogos literários e exercícios de criação coletiva, os estudantes são convidados a reconhecer suas próprias vivências como parte da história local. O percurso termina com a produção de um zine coletivo, que reunirá textos, mapas, registros visuais e manifestos elaborados pela turma.
Com essa etapa, o Escritas Subversivas amplia suas ações de valorização da literatura de mulheres da Baixada e cria oportunidades para que os jovens se aproximem dessa produção, investiguem as histórias de seus territórios e experimentem suas próprias formas de narrá-los. A formação reforça, assim, o papel da literatura na preservação da memória cultural e na abertura de espaço para novas vozes e narrativas, incentivando a produção artística entre estudantes da EJA, do Enseja e do ensino médio.
“Propomos encontros e atividades atrativas e interessantes, com uma linguagem mais próxima da realidade e da faixa etária dos estudantes, utilizando também elementos do próprio bairro para desenvolver as atividades e pensar essa produção literária situada”, complementa Liz.
O projeto Escritas Subversivas - Patrimônio Imaterial Baixadense contemplado pelo edital de chamamento público PNAB II nº 03/2026 Lírian Tabosa realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, executado por Liz Córdova, com realização da plataforma Literária Escritas Subversivas, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Nova Iguaçu.
Sobre o Escritas Subversivas
O Escritas Subversivas é um projeto dedicado à valorização e à circulação da produção literária de mulheres, com atenção especial às escritoras da Baixada Fluminense. A iniciativa parte da literatura como espaço de criação, memória e produção de outras narrativas sobre os territórios, aproximando escritoras, leitores e diferentes públicos por meio de ações de formação, circulação e mediação da leitura.

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