[Crítica] A única saída
Sinopse:
Em A Única Saída, um homem de meia-idade chamado Man-Su (Lee Byung-hun) perde seu emprego depois de 25 anos no cargo. Man-Su era um funcionário premiado e exemplar; um veterano na indústria do papel e na companhia Solar Paper, sendo, de repente, vendida para uma empresa americana. Antes bem pago e vivendo a vida dos sonhos ao lado da esposa, da filha e do enteado numa luxuosa casa, agora Man-Su se vê cronicamente desempregado, envolvido numa busca feroz e desesperada por uma nova colocação. Logo, Man-Su se confronta com as dificuldades de sua nova condição e a impossibiliade de providenciar o necessário para a sobrevivência de sua família. É assim que o homem não enxerga outra solução para seu problema a não ser eliminar por completo toda a possível concorrência, tornando-se um assassino em série.
O quê eu achei?
Inspirado no livro "O corte", de Daniel E.Westlake, publicado aqui no Brasil pela Companhia das Letras em 2001, porém esgotado há anos, que eu nunca tinha ouvido falar, o novo filme do renomado diretor coreano Park Chan-Wook (de Oldboy, A criada e O expresso do amanhã) foi indicado a 3 Globos de Ouro: Melhor Filme/Comédia Musical, Melhor Ator/Comédia Musical e Melhor Filme em Língua não-inglesa, chega aos cinemas nacionais essa semana. A cabine foi hoje, dia 19, e foi a primeira presencial que fui em 2026.
Man-su(Lee Byung-hun)é um pai de família que trabalhou na empresa Solar Paper, de papel feito de celulose. Com o dinheiro que ganhou ao longo dos anos, ele conseguiu comprar uma casa para sua família: sua esposa, Mi Ri(Son Ye-jin), a filha deles, Ri-One, uma jovem prodígio do violoncelo, e seus dois cachorros.
Após trabalhar 25 anos na mesma empresa e ganhar vários prêmios, ele acaba sendo demitido após a empresa fazer um corte de seus gastos. Frustrado- por uma boa razão- ele faz um juramento de conseguir outro emprego em no máximo até três anos.
Treze meses depois, Man-su trabalha em um emprego mal remunerado no varejo, devido ao insucesso em suas candidaturas a vagas na indústria papeleira. Sua família reduziu ao mínimo os gastos, incluindo a entrega de seus cães aos pais de Mi-ri, para o desespero de Ri-one. O professor de Ri-one recomenda que ela faça aulas avançadas e caras de violoncelo. Incapaz de pagar a hipoteca, a família corre o risco de perder a casa amada de Man-su para compradores como os pais do melhor amigo de Si-one, Geon-ho. Mi-ri começa a trabalhar como assistente dentária do charmoso dentista Jin-ho. Man-su sofre de uma dor de dentes que ignora.
Ao tentar ingressar na empresa Moon Paper, Man-su é humilhado pelo gerente Seon-chul. Querendo o emprego de Seon-chul, Man-su quase o mata usando um vaso de planta sendo arremessado do telhado, mas desiste da tentativa quando é visto pela dona da planta. Man-su compra a planta e a usa como inspiração para lançar um anúncio falso para identificar seus concorrentes no ramo de fabricação de papel. Ao receber as candidaturas, Man-su identifica dois homens cujas credenciais excedem as suas: Beom-mo e Si-jo. Man-su recupera a arma da Guerra do Vietname do seu pai e decide matar Seon-chul, Beom-mo e Si-jo.
O longa é uma reflexão do quão longe a maldade humana pode chegar para beneficiar a si próprio em detrimento dos outros. Também é uma crítica mordaz ao cruel mercado de trabalho e de como as empresas podem se desfazer tão facilmente de seus funcionários mais leais.
O roteiro é bem escrito, prende a atenção do espectador, e as atuações são ótimas, especialmente a de Lee Byung-hun.
Prevejo que deve ser um forte concorrente ao Oscar de Melhor Filme Internacional de O Agente Secreto. As indicações serão reveladas nessa quinta-feira, dia 22 de janeiro, mesmo dia da estreia de A Única Saída nos cinemas brasileiros.
Trailer:



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