[Crítica] Bicho Monstro
Sinopse:
Bicho Monstro conta as histórias cruzadas em tempos distantes entre uma menina e um botanista. O elo entre eles está em um animal folclórico e lendário chamado Thiltapes. Em um vilarejo de colonização alemã na zona rural, a menina Ana ouve a história desse bicho perigoso que vive na mata, mas ninguém nunca viu sua forma verdadeira. Séculos antes, o botanista alemão busca essa mesma criatura misteriosa quando começa a escrever e explorar a região. Ambos, então, em épocas diferentes, embarcam numa jornada obcecada por Thiltapes, enfrentando ao mesmo tempo questões que vão além da mata.
O quê eu achei?
Baseado na peça "Esperando o Thiltapes", de Carlos Alberto Klein,esse filme de apenas uma hora e dez minutos, entrelaça duas histórias: Ana(Kamilly Wagner), uma menina de uns dez anos que fica fascinada pela lenda do Thiltapes após assistir uma peça e a do botânico alemão duzentos anos antes da menina que se embrenha na mata buscando a lendária criatura.
Ana é filha de um homem que foi acusado de furar o olho da vaca vencedora da competição local; ela tenta provar a inocência do pai enquanto procura o ser que a intriga. Já o botânico vai anotando seu diário de viagem inspirado em exploradores como Alexander Von Humboldt e Reinhold Messner e aos poucos vamos descobrindo que ele tem suas próprias razões pessoais para querer achá-lo.
Filmado nas cidades gaúchas de Santa Maria do Herval e Morro Heuter, a fotografia tem belos shots feitos pelo diretor Germano Oliveira(responsável pela montagem de Homem com H, entre outros), porém a falta de respostas conclusivas pode deixar o espectador insatisfeito.
O longa acerta ao retratar o realismo fantástico de maneira eficiente, porém peca ao fugir de apresentar um final que desperte o interesse e resolva a grande incógnita.
Em cartaz nos cinemas brasileiros desde 25 de setembro, com distribuição da Vitrine Filmes.
Trailer:



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