[News] PATRÍCIA AHMARAL LANÇA O EP “NEM MUSA NEM PAVÃO”,PRIMEIRO PROJETO DE CARREIRA DA ARTISTA, DEDICADO A COMPOSIÇÕES DE SUA AUTORIA.

 PATRÍCIA AHMARAL LANÇA O EP “NEM MUSA NEM PAVÃO”,PRIMEIRO PROJETO DE CARREIRA DA ARTISTA, DEDICADO A COMPOSIÇÕES DE SUA AUTORIA.

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crédito Kika Antunes

 

Com produção musical de Gigi Magno, o trabalho já está nas plataformas digitais,

trazendo seis faixas em que Patrícia aborda temas sensíveis e atuais.

 

Ouça aqui o EP “Nem Musa Nem Pavão”:

https://found.ee/nemmusanempavao

 

 

Patrícia Ahmaral (Belo Horizonte) está lançando nas plataformas digitais, o EP “Nem Musa Nem Pavão”, com seis faixas compostas por ela, música e letra. Com mais de 30 anos de carreira e cinco álbuns lançados como cantora, esta é sua primeira incursão dedicada exclusivamente às suas criações como autora, algo presente de forma pontual em álbuns anteriores ou em singles lançados aleatoriamente.

 

A produção musical é assinada pela baixista e produtora paulistana Gigi Magno (Nômade Orquestra), que imprimiu paisagens acústicas à sonoridade, com violões, percussão, bateria, piano, cordas, etc., em diálogo com programações ou efeitos eletrônicos, e  vocais criados por Patrícia. O projeto contou também com colaborações adicionais, em produção, do baixista e produtor mineiro Thiago  Corrêa (Transmissor) e do DJ e produtor DJ Comum (SP).

 

A capa do EP tem design da artista visual Glória Campos (Mangá), sobre foto de Kika Antunes, ambas de Belo Horizonte.

 

O impulso para Patrícia produzir e divulgar suas composições nasceu à época da pandemia, em que chegou a lançar, em diferentes momentos, três singles de sua autoria, (“Tirania”, “Que

Graça?” e “Frida (O Sopro Do Mistério)”. A ideia de um projeto mais amplo e conceitual reunindo suas canções foi crescendo gradativamente, a partir dos bons retornos sobre seus singles, somando-se aos incentivos da produtora Gigi Magno, parceira musical em projetos anteriores e admiradora das criações da artista. O EP atual se desdobrará em um álbum, ainda sem previsão de produção e lançamento, embora o material para o mesmo já esteja reunido.

 

POLÍTICA

Nas letras, Patrícia surge em tom confessional, mas evocando uma certa atmosfera sócio-política para o trabalho, ao alinhar, no repertório, perspectivas sobre a opressão e objetificação do feminino (“Uma Mulher”), sobre o sofrimento emocional decorrente da pressão quanto à performance nas redes sociais (“Lálálálá Likes”) ou sobre a propagação da mentira como modus operandi (“Você(Mente))”.

 

Ela afirma que o foco de seu discurso não está no pessimismo, mas na possibilidade da transformação: “Trazer a realidade à consciência, mergulhar em profundidade, observar e questionar, quando o convite é para permanecer na superfície, é o primeiro degrau para qualquer transformação”, comenta ela, que, ao mesmo tempo, escreve versos afirmativos na arquitetura das canções.

 

Em “Musa Nem Pavão”, faixa 1, anuncia: “o que faço é política/não é diversão/…minha     máscara a música/vinho da razão/vou mandando a minha mística/povo para o pão”.

 

Em “Onde A Brasa Mora”, sugere: “resiliente é evidente/ a brasa quente/ no peito nu/ luzindo ardente/ contra a corrente/ há de encontrar um céu azul/…”

 

SAMPLE DE MANU CHAO E DIÁLOGO COM O HIP-HOP

Um dos destaques do EP é um breve sample de “Mentira” (1998) de Manu Chao, em “conversa” com a faixa “Você (Mente)”. Nesta mesma música, outro destaque é a colaboração de pessoas de diversas partes do mundo, dizendo, em suas línguas originárias ou segundo idioma, o último verso cantado por Patrícia: “but I believe in love”.

 

Já o DJ e produtor DJ Comum, que participa como convidado, colaborou criando a base para a “poesia” de Patrícia (assim se diz no jargão do hip-hop), na vinheta “Reset And Dance”, que encerra a audição, além de contribuir também com scratches nesta e na faixa de abertura. “O convite ao DJ Comum veio em retorno a uma provocação de um amigo, admirador da música brasileira e do hip-hop, me dizendo que eu deveria pensar em interagir com esta linguagem. Estranhei, por não ter uma proximidade musical com este universo, embora admire muitos de seus artistas. Por sincronicidade, compus “Musa Nem Pavão”, que justamente evoca o rap como território afirmativo. Daí, nasceu mesmo o desejo de tentar trazer algum elemento do hip-hop para o EP e o Comum foi super aberto e generoso em colaborar”.

 

Outra contribuição vem da irmã de Patrícia, a artesã e poeta Valéria Batista Amaral, autora do poema incidental “8 de Março”, na faixa “Uma Mulher”. A cantora conta que a irmã lhe mostrou o poema, que evoca quase as mesmas imagens da canção,  ainda sem saber da existência da música.

 

INGLÊS

O EP traz uma composição em inglês, “Lálálálá Likes”, e o idioma aparece ainda nos versos finais de “Você (Mente)” e no título da vinheta “Reset And Dance”.  Patrícia não fala inglês fluentemente e conta que o uso desta língua ocorreu de forma espontânea, à medida em que as canções “pediam”, mas, talvez, devido a um desejo de conversar, “de maneira universal”, sobre temas universais.

 

Das seis canções do trabalho, três foram singles antecipando o EP: Lálálálá Likes, divulgada em 08/05, “Uma Mulher”, divulgada em 15/05 e “Você (Mente)”, divulgada em 05/07.

 

OUTROS TRABALHOS RECENTES DA ARTISTA

O EP de composições “Nem Musa Nem Pavão” chega após e em sequência ao álbum duplo “Patrícia Ahmaral Canta Torquato Neto” (2023), seu último trabalho fonográfico solo, em que ela gravou 19 parcerias do poeta e multiartista piauiense Torquato Neto (1944-1972), em tributo inédito na cena e sob direção artística de Zeca Baleiro. Em março deste ano, a artista abriu o Projeto Seis e Meia (Secult-PI), em Teresina, com show do álbum e participação de Fernanda Takai.

 

Em maio último, a convite do produtor cultural e diretor artístico Pedrinho Alves Madeira, Patrícia estreou, no Teatro do Centro Cultural Unimed BH-Minas (BH), o show “Divino Maravilhoso - As Parcerias Entre Caetano e Gil”, espetáculo idealizado, roteirizado e dirigido por Madeira, com as canções que Caetano Veloso e Gilberto Gil compuseram juntos. 

  

SERVIÇO

EP: “Nem Musa Nem Pavão”

Lançamento: Sexta-feira, 17 de julho de 2026 - Plataformas digitais

 

  Faixas:

1 - Musa Nem Pavão

2 - Uma Mulher (Inclui o poema incidental "8 de Março", de Valéria Batista Amaral)

3 - Onde a Brasa Mora

4 - Você (Mente) (Inclui sample “Mentira”, de Manu Chao/ Rádio Bemba)

5 - Lálálálá Likes

6 - Reset And Dance (vinheta) - feat: DJ Comum

 

.Composições, voz e vocais: Patrícia Ahmaral

.Produção musical: Gigi Magno

.Produção musical adicional: Thiago Correa (faixa 5) / DJ Comum (faixa 6)

.Gravaram instrumentos: Aline Falcão, Camila Rocha, Cauê Dok, Cíntia Zanco,    

 Gigi Magno, Luiz Galvão, Maia Laan, Marcelo Effori, Marco Stoppa, Rogério Delayon, Simone 

 Soul, Thiago Corrêa

.Mixagem e masterização: André Cabelo

.Design capa: Glória Campos

.Fotografia: Kika Antunes

.Distribuição digital: Tratore

 

  Colaboraram na faixa 4 (falas finais):Patrícia Sanches Lima, Lorena Parreiras, Maxime Montagne, 

  Zakia Boudallah, Abid Mahroof Kayani, Vania Mints, Patu Antunes, Adriana Versiani, Mahã Pataxó,

  Angélica Franca, Carolina Pakradunian.

*Projeto gravado com recursos federais, através da Lei Paulo Gustavo/Editais Minas Gerais

 

SOBRE PATRÍCIA AHMARAL: Patrícia Ahmaral iniciou carreira nos anos 1990, em Belo Horizonte (MG). Seus primeiros CDs foram, Ah! (1999),  produzido por Zeca Baleiro, depois Vitrola Alquimista (2004) e Superpoder (2011), produzidos por Fernando Nunes e Renato Villaça respectivamente. Neles, reverencia obras de autores como Walter Franco, Sérgio Sampaio e Alceu Valença, além de expoentes de sua geração, como Chico César, Zeca Baleiro e nomes  da cena independente, como Edvaldo Santana e Suely Mesquita. E faz leituras de clássicos, como A Volta Do Boêmio (Adelino Moreira) e Não Creio Em Mais Nada (Totó). Em 2020, lançou “Ah!Vivo!”, registro do show celebratório do tempo de carreira discográfica.  Em 2023, lançou o álbum duplo “Patrícia Ahmaral Canta Torquato Neto - Um Poeta Desfolha a Bandeira (1) & A Coisa Mais Linda Que Existe (2)”, em tributo inédito na cena brasileira. É formada em canto lírico pela UFMG e em Jornalismo. 

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