[News] Com sucesso de público e elogios de críticos, o espetáculo “Margaridas” volta ao cartaz, dia 3 de novembro, no Teatro Poeira, em Botafogo

 Com sucesso de público e elogios de críticos, o espetáculo “Margaridas” volta ao cartaz, dia 3 de novembro, no Teatro Poeira, em Botafogo



Com texto de Cecília Ripoll e direção de Natasha Corbelino, a montagem faz um passeio por temas presentes em 200 anos de educação, de 1916 a um futuro imaginado em 2116

Como ensinou Paulo Freire, “a educação modela as almas e recria os corações”. Foi com esse sentimento do magistério como eixo de resistência, questionamento e invenção que a professora, diretora, atriz e pesquisadora de teatro Ana Achcar idealizou o espetáculo “Margaridas”. Com sucesso de público e elogios de críticos em sua primeira temporada, a montagem está de volta aos palcos, a partir de 3 de novembro, no Teatro Poeira, em Botafogo. Com texto de Cecília Ripoll e direção de Natasha Corbelino, a peça nasceu livremente inspirada no clássico “Apareceu a Margarida”, de Roberto Athayde, imortalizado por Marília Pêra, e foi ganhando vida própria a partir das relações estabelecidas entre a equipe artística durante os ensaios.

O espetáculo propõe uma reflexão: o que significa ser professora hoje, ocupar um lugar de escuta e transmissão de conhecimento em tempos de ruídos e desvalorização da educação? O projeto também celebra as relações afetivas estabelecidas entre a equipe, que nasceram em sala de aula e hoje se expandem para os palcos. Em cena, estão Ana Achcar, Bel Flaksman, Dani Barros, Graciana Valladares e Mariana Consoli.

“Dou aula há mais de 30 anos na Uni-Rio, e muitos dos meus alunos se tornaram amigos ou artistas com os quais eu trabalhei depois. Neste projeto, quis estar em cena com essas pessoas que tiveram um papel tão importante na minha vida. Essas relações me constituíram como professora”, descreve Ana Achcar. “Com elas, quis criar esse espetáculo, que transita entre memória, afeto e crítica social”, completa.

 

Na trama, cinco professoras chegam para dar uma aula. Cada uma delas supõe ser a única, concluindo, portanto, que as outras quatro são suas alunas. Sempre com humor, a situação gera uma série de conflitos. No dia anterior ao encontro das cinco, todas passaram por uma experiência de violência a partir da relação delas com o pai de um aluno. A peça faz um passeio por 200 anos de educação, de 1916 a um futuro imaginado em 2116. Também faz uma homenagem ao teatro, objeto de estudo e amor de todas as envolvidas no projeto.

 

“Cinco atrizes professoras revelam seus múltiplos modos de olhar a educação. A peça nos faz rir das diferenças entre essas mulheres, mas também nos convida a refletir sobre algo muito atual e urgente: nossa dificuldade de ouvir quem pensa diferente de nós”, reflete a diretora Natasha Corbelino. “Ela nos lembra que arte e educação se aproximam ainda mais quando compartilhamos uma experiência que acreditamos ser transformadora. Como mulheres artistas e professoras têm atravessado as décadas Falamos sobre a necessidade de construir pontes entre tempos, ideias e pessoas, sem renunciar à complexidade que nos constitui”, acrescenta.

 

A dramaturga Cecília Ripoll conta que, nas primeiras reuniões com a equipe, houve muita conversa e depoimentos sobre experiências pessoais em sala de aula. “O que mais me chamou a atenção foi a fluidez constante com que nossos relatos transitavam entre a posição de professora e aluna. Todas as nossas experiências mais marcantes com o ensino envolviam lembranças tanto enquanto professoras quanto enquanto alunas, e os limites entre essas duas posições pareciam bastante tênues. A partir daí, veio a inspiração para as primeiras linhas; e se o ponto de partida da trama fosse uma absoluta confusão entre esses dois papéis?”, lembra a autora.

 

Sinopse

O rasgo na página de um livro de história é capaz de afetar a história? Em Margaridas, cinco professoras se encontram num espaço misterioso; será uma sala de aula ou um palco? Em que ano estarão? Para além dos conflitos que surgem, celebram a potência da educação, a liberdade de pensamento e a força transformadora da arte.

 

Ficha técnica

Texto: Cecília Ripoll

Direção: Natasha Corbelino

Elenco: Ana Achcar, Bel Flaksman, Dani Barros, Graciana Valladares (Stand in Helen Salgado) e Mariana Consoli

Direção de Movimento: Gabriela Luiz

Direção Musical: Isadora Medella

Direção de Arte: Jovanna Souza

Iluminação: Lara Cunha

Assistente de direção: Waleska Arêas

Designer gráfica: Laura Achcar

Fotos: Ana Alexandrino

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Direção de produção: Dadá Maia

Produção: Ciranda de 3 Trupe Produções

 

Serviço

Margaridas
Temporada: de 03 de novembro a 16 de dezembro de 2026

Dias e horários: terças e quartas, às 20h

Teatro Poeira: Rua São João Batista, 104, Botafogo, Rio de Janeiro

Informações: (21) 2537-8053

Ingressos: R$ 80 (inteira) R$ 40 (meia entrada)

Duração: 1h

Lotação: 120 lugares

Bilheteria — horário de funcionamento: terça a sábado, das 15h às 20h; domingo das 15h às 19h.

Venda online: Sympla

Classificação: 10 anos

 

 

Assessoria de imprensa

Racca Comunicação

Rachel Almeida

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