[Show] "Frevo ou funaná" - Juca Novaes recebe Solange Cesarovna num encontro Brasil / Cabo Verde
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| Foto de Helena Cardim |
Ao visitar Cabo Verde há alguns anos, o cantor e compositor paulista Juca Novaes se surpreendeu ao conhecer vários elementos da música e da culinária do país africano, similares a produtos que aqui conhecemos com outros nomes. O que lá é morna aqui é choro, o que é cachupa aqui é vatapá, o grogue deles aqui é cachaça. Impressionado também com a semelhança entre o nosso frevo e o cabo-verdiano funaná, Juca escreveu "Frevo ou funaná", canção que será lançada no dia 12 de novembro de 2025. como single de seu novo álbum. num show no Bona, com a participação especialíssima da anfitriã da sua visita ao país africano : Solange Cesarovna, conhecida como a "rainha da morna do século XXI". Cantora e compositora de expressão internacional, Solange se apresentará com Juca Novaes, num show que mostrará canções brasileiras e caboverdianas, e algumas inéditas - dentre elas, "Frevo ou funaná" -que farão parte do novo disco do compositor paulista.
Servico
12 de novembro – quarta feira- 20h
Bona Casa de Música
Rua Doutor Paulo Vieira, 101 – Sumaré -SP
Classificação etária: Livre – menores de 16 anos somente acompanhados pelos pais ou responsável legal
Sobre Juca Novaes
O cantor e compositor Juca Novaes (José de Araujo Novaes Neto) tem dezenove discos gravados, oito como integrante do grupo vocal paulista “Trovadores Urbanos” (também dois DVDs), e os demais autorais, sendo quatro em parceria com o compositor Eduardo Santhana. Seu mais recente trabalho fonográfico é o álbum “Canções de primeira, volume 3”, lançado no início de 2025. Já se apresentou na Espanha, Portugal, França, Argentina, Beijing (China), Nashville (Estados Unidos) e em Dubai (Emirados Árabes Unidos). Sua canção “Meio Almodovar”, gravada em parceria com Lenine, se tornou um sucesso radiofônico. Já “Uma canção”, em parceria com Edu Queiroz, participou da trilha da série “Os dias eram assim”, da TV Globo.
Como produtor, foi um dos criadores da Fampop, na cidade de Avaré (SP), evento que presidiu durante mais de vinte edições, e que foi considerado, pelo renomado pesquisador e produtor Zuza Homem de Mello o “melhor festival regional do Brasil”. Esse evento, no decorrer de sua história, projetou nomes hoje importantes da Música Popular Brasileira, como Chico César, Zeca Baleiro, Lenine, Celso Viáfora, Moacyr Luz , Luiz Carlos da Vila e Jorge Vercilo, dentre outros.
É autor de dezenas de músicas gravadas por nomes importantes da MPB, como Jane Duboc, Lenine, Alaíde Costa, Tavito, Danilo Caymmi e por artistas da nova MPB, como Bruna Caram, Renata Pizi, Lucila Novaes, Dani Lasalvia, Daisy Cordeiro, Rosa Esteves e Cláudio Lacerda, dentre outros. Dentre seus parceiros, constam nomes como Ana Terra, Murilo Antunes, Roberto Menescal, Vicente Barreto e Sérgio Santos, dentre outros.
Tem atuação na área internacional na defesa do direito autoral dos criadores de música, sendo vice-presidente do Ciam (International Council of Authors of Music), e presidente da Alcam (Alianza Latino Americana de Música). É diretor da Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes), uma das mais importantes sociedades de defesa dos direitos autorais no país.
Sobre Solange Cesarovna
Solange Cesarovna, cantora, autora e compositora cabo-verdiana, é uma das vozes mais notáveis e carismáticas da música de Cabo Verde. Aclamada como a “Rainha da Morna do Século XXI”, funde tradição e inovação, elevando o rico património musical do seu país ao palco mundial. Com uma presença em palco marcante e uma paixão inabalável pela sua arte, transforma cada atuação numa experiência inesquecível.
O seu percurso extraordinário começou quando venceu o Festival de Pequenos Cantores aos sete anos. Aos oito, já representava Cabo Verde internacionalmente. Licenciada em Comunicação Social, com especialização em Artes Cinematográficas no Brasil, estudou canto clássico e lírico na prestigiada Escola de Música Villa-Lobos.
Solange é uma artista talentosa e uma visionária na defesa dos direitos dos criadores. Em 2013, cofundou a Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) e foi presidente até 2023, revolucionando o sistema de direitos autorais do país. Sob a sua liderança, milhares de artistas passaram a ter acesso aos seus merecidos direitos, transformando o panorama para músicos, autores e compositores.
A sua influência transcende o universo musical. Pós-graduada em Gestão Coletiva de Direitos de Autor no Mundo Lusófono, formou mais de 5.000 artistas e criadores nesta área fundamental para a valorização do trabalho intelectual. Em 2021, foi reconhecida como uma das 100 Personalidades Negras Mais Influentes da Lusofonia e, em 2023, distinguiu-se com o Prémio de Conquista Excecional da Fair Trade Music International. Em 2025, o Brasil consagrou-a com o Prémio PALOP dos Prêmios Profissionais da Música, homenagem que celebrou os 50 anos dos Países Africanos de Língua Portuguesa e reconheceu Solange Cesarovna como uma das principais vozes da cooperação cultural e da internacionalização da música africana.
Desempenhou um papel fundamental no reconhecimento da Morna como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2019, através do seu icónico álbum Mornas, uma homenagem ao lendário Eugénio Tavares. O seu compromisso com a preservação e modernização da cultura cabo-verdiana consolidou-a como uma embaixadora global da música lusófona.
Vice-presidente da African Music Academy (AMA) e do International Council of Music Creators (CIAM), é também a primeira CLIP Champion da WIPO for Creators (WIPO – World Intellectual Property Organization – Organização Mundial da Propriedade Intelectual), reforçando o seu compromisso com os direitos dos artistas e a promoção global da música africana.
Ao embarcar em novos projetos artísticos e de liderança, Solange Cesarovna continua a inspirar, provando que a música não tem fronteiras e que a cultura é uma ponte que nos une a todos.



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