06 outubro 2017

[Resenha] O Sorriso da Hiena

Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas.Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?

O que eu achei?
"O Sorriso da Hiena" trata-se de um suspense policial onde veremos a história de uma série de crimes cometidos pela mesma pessoa e da mesma forma de três perspectivas diferentes. Começamos por Artur, um detetive que investiga um bárbaro crime onde uma casa foi invadida e seu invasor assassinou um casal e fez com que seu filho de oito anos assistisse tal ato.

Em seguida vemos a história da perspectiva de William, um psicólogo um tanto bem-sucedido e engajado num relacionamento com sua noiva. Willam é surpreendido com a história do assassinato e Artur apresenta o filho do casal assassinado a William, para que além de tentar superar o trauma da morte dos seus pais diante de seus olhos, Artur consiga alguma informação importante para colocar o culpado atrás das grades.


O livro varia na narração da história entre ambos personagens até que o assassino, David, entra em contato de forma anônima com o psicólogo William e o faz participar de forma indireta de sua série de crimes, mas David argumenta que seus atos imprudentes possuem um propósito, e com isso ele quer usar o psicólogo para estudar vítimas que presenciaram a morte de seus pais na infância para chegar a uma tese sobre a origem da maldade humana, e David pessoalmente providencia essas vítimas. Mas é realmente possível usar o mal como justificativa para fazer o bem?


Ávila constrói um clímax surpreendente durante toda a história que em momentos você se pega literalmente boquiaberto. O livro é perfeitamente dosado e as narrações muito bem distribuídas entre os personagens e que a determinado momento você começa a pensar junto com o personagem para tentar ver aonde ele vai chegar, e se deparando a situações inesperadas você ainda se surpreende mesmo tendo conhecimento dela (no caso do assassino cometendo o crime e previamente informando de forma implícita a alguém na história).


A história certamente não deixa a desejar e com algumas reviravoltas que prende o leitor do começo ao fim. Certamente é um livro que agradará aos amantes de um bom suspense e até mesmo os que não são tão chegados a esse estilo vão se surpreender.



Escrito por Leonardo Alves

2 comentários

  1. Eu adorei esse livro! Achei super interessante ter três pontos de vista, sabe? E a escrita do Gustavo é muito boa. Eu consegui o autógrafo na Bienal e fiquei muito feliz, pois ele é SUPER SIMPÁTICO! Isso torna tudo muito melhor! Eu espero sinceramente que muitas pessoas possam ler e apreciar um autor nacional. Ele tem uma espécie de conto na amazon que eu já comprei e tô querendo ler. Se for no mesmo estilo... será sensacional!
    Temos mesmo que valorizar o que há de bom no Brasil, né?
    Abração,
    Carla Luz - http://obrigadeiroliterario.blogspot.com.br

    ResponderExcluir