31 agosto 2017

[Nerds & Geeks] Adaptação da Netflix de Death Note


Death Note é um velho conhecido dos otakus (fans da cultura japonesa). Mesmo se você não curte animes ou mangás, já deve ter ouvido falar esse nome. Vamos desde o início:

Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Oba em 2003, o mangá conta a história do estudante Light Yagami, um garoto comum até que um dia encontra um caderno caído no chão escrito Death Note. Mal sabe ele que esse caderno pertencia a um Shinigami (deus da morte japonês)chamado Ryuk que durante um momento de tédio, deixara cair o caderno na Terra para que algum humano o encontrasse e descobrisse como usá-lo. A pessoa que tem seu nome escrito morre. Light começa a matar criminosos sob a alcunha de Kira e atrai a atenção da polícia, que contrata o investigador L para descobrir o mistério da identidade de Kira. O mangá teve 12 volumes mais uma décima-terceira especial, Como ler e vendeu 27 milhões de exemplares no mundo todo. O anime teve 37 episódios e foi transmitido em vários países.

Quando a Netflix anunciou que faria uma versão adaptada para os Estados Unidos dirigida por Adam Wingard (diretor de VHS e Você é o próximo)com um elenco caucasiano ao invés de asiático, várias pessoas acusaram a empresa de whitewashing. E com razão porque uma das principais características de Death Note é ser baseado na mitologia japonesa. Agora, vou mencionar algumas mudanças essenciais da história:

1) A locação e a família

Para início de conversa, no filme da Netflix a história não se passa no Japão mas em Seattle, metrópole do estado americano de Washington. O sobrenome de Light não é Yagami mas Turner e seu pai,Sochiro Yagami vira James Turner. Sua mãe, Sachiko, nem é nomeada no filme e está ausente da história pois foi assassinada recentemente.Light ainda está em processo de luto.E a irmã de Light, Sayu, nem existe nessa adaptação.

2) A personalidade de Light

Quem leu os mangás, sabe que o protagonista era um garoto totalmente sem escrúpulos, que planejava se tornar o Deus do novo mundo e era extremamente egocêntrico. Nesse filme, ele quase dá um ataque ao ver Ryuk pela primeira vez. A ideia de se tornar o deus do novo mundo é brevemente mencionada e ele não fala em SE tornar o deus do novo mundo, apenas diz que o mundo preciso de um novo mas nunca diz que está apto para o cargo. E o pior: ele é APAIXONADO pela Mia Sutton (a versão americana da Misa Amane). No mangá Yagami nunca se apaixonou por ninguém, muito menos pela Misa. Para vocês terem uma ideia do quão radical as mudanças foram!

3) As motivações de Ryuk

Além de não ser dada nenhuma explicação sobre os shinigamis (na verdade, nenhum outro é citado, dando a entender que Ryuk era um ser único)as motivações dele nessa versão são bem distintas da versão original. No mangá, ele simplesmente deixou o caderno cair na Terra por puro tédio e desde seu primeiro contato com o garoto, foi bem específico em dizer que não iria influenciar em absolutamente nada, tudo dependeria do garoto. No filme, ele afirma que caso Light não queira usar o caderno, seria passado a outra pessoa, ou seja, praticamente obriga-o a usar o Death Note!

4) As motivações de Light

No mangá,uma vez de que é convencido que de o poder do caderno é verdadeiro, Light começa a escrever nomes não apenas de criminosos mas também de pessoas que fizeram mal a ele, para se vingar. Nessa adaptação, o espectador tem a impressão de que Light é um justiceiro querendo trazer paz ao mundo.E isso é uma mudança drástica porque vingança é um dos principais temas do mangá!

5) Personalidade de Mia Sutton

Além de ter um papel bem mais destacado nesse filme, Mia também teve sua personalidade radicalmente alterada. No mangá, Misa era uma garota inocente e submissa ao Light, por quem é apaixonada. Na versão da Netflix, ela é uma típica garota popular das high schools americanas: o esterótipo da cheerleader (animadora de torcida) cheia de amigas metidas e superficiais. Outra característica de Mia Sutton é ser controladora e ela manipula Light.

6) A presença de novas regras no Death Note

Algumas regras que não estavam no mangá foram acrescentadas, por exemplo,a 95: Qualquer um pode escrever nomes no caderno mas só o possuidor pode possui-lo por mais de 7 dias. Ou seja: se Light parar de escrever nomes por mais de uma semana, ele deixará de ser o dono do caderno. Há algumas outras mudanças: a capacidade dos Olhos dos Shinigami nem é mencionada, eu estava esperando que Ryuk fosse fazer a oferta assim que falou do caderno para Light mas ele nem citou.

7) A personalidade de L

Nos mangás L é um garoto extremamente calmo e controlado, nunca levanta o tom de voz nem toma decisões precipitadas. Já nessa versão, ele se senta da mesma maneira estranha e adora doces mas é impulsivo e emocionalmente instável. O ator Keith Stanfield corre, grita e toma decisões sem pensar duas vezes.

E eu aproveito que estou falando do L para elogiar a escolha da produção em escalar um ator negro para viver o rival de Kira. O ideal seriam atores nipo-americanos mas já que decidiram ocidentalizar o elenco, quanto mais representatividade, melhor.

Conclusão: a ideia que passou foi a de que Adam Wingard optou por fazer uma releitura e não uma readaptação da história do Death Note. É uma boa chance para os leigos, quem nunca se aventurou a ler o mangá ou assistir o anime ou aos filmes japoneses, de conhecer o universo. 



Willem Dafoe, que já interpretou tantos vilões no cinema, deu voz à Ryuk

Reino Literário Br na Bienal no Livro Rio 2017



Oi, oi gente! Hoje começa a Bienal do Livro Rio 2017 e, obviamente , não poderíamos ficar de fora do terceiro maior evento em cadeia nacional. Somos presença confirmada em todos os dias, então, se nos vir por lá, fala com a gente!



Em ordem: Euzinha, Irlan, Mayara, Julio e Clara.

Estarei distribuindo kits com marcadores, bottons e chaveirinhos para quem encontrar comigo. Ou seja: me viu? Chama! Vai ser super fácil me achar, pois estarei trabalhando no estande do Grupo Editorial Record, é só dar uma passadinha lá. E melhor ainda (se é pra dar tiros, vamos dar com propriedade): quem pegar um kit comigo estará automaticamente concorrendo a essas três ecobags:


Nos encontramos por lá e boa Bienal a todos! Voltamos durante os próximos dias com a cobertura do evento. Fiquem ligados que traremos muitas fotos dos estandes lindos das editoras.

30 agosto 2017

[News] Patrick Dempsey volta às telinhas na adaptação de A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert



Patrick Dempsey, o eterno Derek Shepherd de Grey's Anatomy (pausa para as lágrimas), já está com seu retorno ao mundo das séries marcado. Dempsey protagonizará A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert, adaptação do livro homônimo escrito por Joel Dicker.

Seu personagem, o próprio Harry Quebert, é um escritor extremamente respeitado nos Estados Unidos que, paralelamente a um pedido de ajuda de um ex-aluno, Marcus, que encontra-se num bloqueio criativo logo após seu primeiro grande sucesso literário, encontra o corpo de uma jovem, Nola Kellergan, morta há muito anos no jardim de sua casa.

Com a mídia massacrando a imagem de seu professor, que admite ter mantido um caso com Nola e escrito um livro para ela, mas não de ter qualquer participação em sua morte, Marcus parte na busca da verdade a fim de limpar sua imagem. De pequenas pistas nos livros de Harry e uma meticulosa investigação com os moradores da pequena cidade de Aurora em New Hampshire, ele se deparará com segredos inimagináveis; tanto de seu professor quanto dos demais moradores de Aurora.

A direção dos dez episódios encomendados pelo canal Epix está em cargo do cineasta Jean-Jacques Annaud, responsável pelo filme O Nome da Rosa, adaptado da obra de Umberto Eco.

O livro foi lançado aqui no Brasil em 2013 e bastante divulgado na Turnê Intrínseca do mesmo ano, mas, apesar de ter pego certa hype no meio dos booktubers, hoje em dia caiu um pouco no esquecimento. Vamos torcer para que a série consiga fazer jus a essa premissa interessantíssima e trazer de volta a obra de Joel Dicker ao grande público.

Escrito por Julio Gabriel

[Resenha] Quando a Bela domou a Fera

Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?
O que eu achei?
Linnet é uma jovem filha de um conde, tão bela quanto a luz do dia e dona de um sorriso capaz de ecantar todos os homens. Essa docea de uma espodsa para seu filho. jovem envolve-se com um prícipe até o momento em que sua reputação estará em xeque e seu pai tentará dar um jeito de ssalvar sua filha de tantas fofocas.

Enquanto um duque no país de Gales sonha em dar continuidade a sua família, e está em busca de uma esposa para seu filho Piers, um jovem que atua como médico e é tão insportável quanto inteligente. Como o destino poderá unir Linnet e Piers?

Cornelius e Zenobia (pai e tia de Linnet) terão que dar um jeito urgente em salvar a reputação de sua herdeira. Numa infelicidade da vida e após uma noite onde estava com um vestido que estava com um vesttido esvoaçante que fez toda sociedade imaginar que estaria grávida de um príncipe, Linnet se ve perdida, desenroda sem nunca ter dormido com nenhum homem. Zenobia surgiu com  uma solução milagrosa ao arrumar um candidato a noivo: um nobre herdeiro que sofreu um acidente que o icapacitou e não poderá ter filhos. Assim a tal gravidez de uma criança com o sangue de um prícipe veio a calhar para uma família sem herdeiros.

Com tudo já arranjado Linnet é levada pelo duque para ser apresentada a seu noivo. Ao chegar no país de Gales ela irá descobrir um homem duro no olhar e ignorante por natureza, que logo a 1ª vista descobriu que sua futura noiva não estava grávida e com toda certeza ele continuaria solteiro. Mas o que nenhum dos dois poderia imaginar é que seriam brutalmente envolvidos pelo charme e inteligência de ambos.

Piers é um homem que guarda uma mágoa enorme de seu pai e parecia estar escondendo algo. Enquanto isso, Linnet tenta conquistá- lo e fazer com que ele a ame, o desejo entre eles é perceptível e a cada novo dia a aproximação é inevitável. Quando de repente após uma discussão eles decidem não se casarem, mas Linnet decide ficar mais tempo no castelo para que talvez faça com que pai e filho se reconciliem.

Tudo ia bem até o momento em que enfim Piers e Linnet decidem não mais resistir ao desejo e se envolvem. Inicialmente eles tomam banho todos os dias juntos e se beijam, a chama que sempre estivera ali, acende rapidamente e após conversarem decidem que irão se envolver, mas sem compromissos. Isso realmente seria ideal, já que Linnet já tinha sua reputação manchada e já fora desonrada pela sociedade, ela poderia enfim ter um pouquinho de prazer. Mas o que eles não poderiam contar é que se apaixonariam e ficariam divididos em seguir o acordado ou seguir seus sentimentos.

Enquanto uma doença se alastra no castelo e Piers expulsa Linnet de sua vida, não por medo ou até mesmo por amor, apenas quer tirá- la de perto dele.

O nosso "doutor monstro" terá que salvar todos residentes do castelo e até mesmo seus pacientes. Mas Piers fica com o sentimento que há algo errado e só sossegará quando realmente descobrir.

O que um amor poderá ser capaz de fazer? Será que eles ficarão juntos? Isso vocês terão que desvendar!

Mas um fato da vida é que Eloisa James transforma esta história em algo repleto de amor, comédia e sentimentos que se manifestam em cada detalhe, cada momento entre Piers e Linnet. Prepare- se você também para se apaixonar pela escrita desta autora fantástica.

28 agosto 2017

[Resenha] O diário de Anne Frank


Em 1942, Anne Frank, uma garota judia de apenas 13 anos, é forçada a se esconder com a família diante das constantes ameaças dos nazistas. Em seu diário, ela narra a própria história, privada do mundo exterior, enquanto sonha em ter sua liberdade de volta. Por meio dele, podemos acessar os sentimentos mais profundos da garota que, presa por tanto tempo em um pequeno abrigo com outras sete pessoas, ainda se revela uma jovem engraçada, sensível e cheia de esperança.

O que eu achei?
Anne Frank ganhou um diário no dia 12 de junho de 1942, um dia antes de seu aniversário de 13 anos. Anne e sua família eram judeus, viviam bem usufruindo uma fortuna herdada de sua vó paterna.

Anne nomeia seu diário de Kitty e através dele pude entender os anseios de uma jovem que viveu durante a s2ª Guerra Mundial. Nascida na Alemnaha teve que se mudar para Holanda em 1933, pois nesta época os judeus já eram perseguidos na Alemanha.
Em 1942, Otto Frank(pai de anne) recebe a informação que deverão se esconder, afinal o regime hitlheriano havia chegado até a Holanda, e já estava a caça de raças impuras. Em julho de 1942 a família Frank se muda para o "Anexo secreto", onde viverão escondidos até 1944.

Nos dois anos em que viveram no anexo, Anne sofre de depressão e ansiedade causado pelo temor da Grande Guerra. EM 1942 mais uma família chega para viver no anexo: os Van Pels. Em meio a tanta dor e sofrimento acompanhamos o desnvolvimento físico e psicológico de uma jovem menina que sonhava em se tornar jornalista, repleta de sonhos como toda garota de sua idade e que desejav com todas sua forças por um tempo melhor.
No anexo Anne se apaixona por Peter que a beijou pela 1ª vez, lutava com sua família por tempos melhoes. Passaram dificuldades fisicas e por muitas vezes até higiênicas, que perderam sua batalha em agosto de 1944, quanmdo foram capturados por soldados nazistas.

O último registro de Anne em seu diário foi no dia 1º de agosto de 1944, um registro humano onde uma menina queria apenas tempos melhores. Não se sabe ao certo quando Anne morreu, mas seria entre o fim de fevereiro e o começo de março de 1945, em 12 de abril de 1945 as tropas inglesas libertaram os judeus, vítimas do holocausto.
O sonho de uma menina que não queria ser esquecida se realizou, Anne deixou suas memórias para que o mundo soubesse o terror que jovens judeus passaram. 
Se eu pudesse deixar um recado para Anne, seria assim: "Anne seu sofrimento não foi em vão." 
Essa hq é incrivelmente bem produzida e resumiu muito bem o que se passou com Anne.

27 agosto 2017

[Entrevista] Sue Hecker


A entrevista de hoje é parceira do blog e um amor de pessoa, confiram um pouquinho mais de Sue Hecker!

1. Quais são seus livros?
Prelúdio do Cinismo – publicado Harper Collins.
O lado bom de ser traída. – publicado Harper Collins
Consequências prequel do Tutor. – publicado Harper Collins
Tutor. – publicado Harper Collins
Sr.G — Harlequin
Eu, Ele e Sr.G - Harlequin
Epílogo. — Harlequin.
A Fênix de Fabergé... publicação independente com Cassandra Gia.
2. Pode descrever o mercado literário brasileiro sob o seu ponto de vista? Como está, tendências e outros aspectos?
O mercado literário está em uma ótima crescente, acredito que as grandes editoras vêm notando e acreditando no potencial da literatura feminina.
3. Costuma guiar sua forma de escrever a forma que seu autor favorito escreve?
Não, nunca segui nenhuma linha de escrita, gosto de estudar pesquisar, colocar em meus personagens vivência real. Não acredito que outro autor possa influenciar a escrita de ninguém.
4. Alguma vez estava "caminhando pela vida" e viu alguém lendo seu livro? Qual a sensação?
Já encontrei leitoras pela rua que me reconheceram, mas pegar alguém
lendo meu livro ainda não. Será um surto se encontrar.
5. Atualmente o mercado editorial brasileiro está em crise, cada vez é mais difícil publicar um livro, qual foi a sua maior dificuldade na publicação?
Não tive problemas com minhas publicações. Desde a minha primeira obra fui contratada por editora. Sobre a crise do mercado editorial acredito que é um problema nacional: todos os setores estão em crise, porém não me deixo abater e nem me conformo com isso, vou atrás: divulgo dia e noite.
6. Quais dicas que você gostaria de compartilhar com escritores iniciantes?
Humildade, saber ouvir e tirar de tudo uma lição, seguir seu sonho encontrando entre as pedras o caminho para conseguir para vivê-lo. Nada na vida é fácil... Nunca deixe de divulgar seu trabalho. Tire das críticas seu maior desafio para melhorar sempre. Não se meta em polêmicas, pois cada uma delas tem os três lados da história: uma de quem fala, a outra de quem é falado e a realidade. Leitor procura sua página para entretenimento, não para problemas e diferenças literárias. Sua rede social é seu cartão de visita.
7. Você sente algum tipo de preconceito por escrever livros eróticos?
Se existe não me abala. Eu acredito e amo o que escrevo, se alguém não gosta procure outra coisa para ler.
8. Dos livros que escreveu, qual é o seu favorito? Conte-nos um pouco sobre ele, sem dar spoiler, cuidado hein...
Amo todos meus filhos, mãe nunca ama um filho mais que o outro. Mas não vou dizer que no Tutor eu tenho algo pessoal que me emociona um pouco mais.
9. Como surgem seus personagens? De alguma pessoa conhecida? Como funciona o seu processo para criar seus personagens?
Eles nascem de tudo, pessoas, relatos, internet, imaginação, páginas de relacionamento... Vem de todos os lugares.
10. Deixe um recadinho pro leitor do blog.
Em todos meus livros tento levar uma mensagem de superação, nunca pensei em escrever apenas um romance, sempre tive a ambição do algo a mais... Tem muito amor, humor, erotismo, sensualidade e principalmente muita pesquisa para ser o mais real possível. Obrigada pelo carinho e boa leitura.

Agora um De frente com Maisa: curiosidades sobre você.

1. Sua comida favorita?
Feijoada
2. Frio ou calor?
Calor
3. Praia ou montanha?
Praia.
4. Um sonho de consumo?
Ver meu filho vencer.
5. Recomende 2 autores.
Literatura nacional. Sou fã... Não tenho somente dois preferidos.
6. Um livro que todos deveriam ler?
Os meus. kkk
7. Se pudesse levar dois itens para uma ilha deserta, quais seriam?
Kindle e internet.
8. Ler ou ser lida?
Os dois.
9. Filme preferido?
Uma linda mulher.
10. Débora por Débora, quem é você?
Mãe, empresária, esposa, dona de casa, escritora, amiga, companheira e muito feliz. Obrigada pelo carinho e apoio ao meu trabalho. Surto de beijos.

[News] Lançamento da editora Intrínseca ganha série com Julia Roberts




O lançamento de Agosto da editora Intrínseca, Hoje vai ser diferente da autora Maria Semple será adaptado para uma série de TV com a atriz Julia Roberts como protagonista.

O livro conta a história de Eleanor Flood que, ao acordar num dia, decide tornar-se a melhor versão de si mesma. Vai tomar banho e vestir roupas decentes. Vai à aula de ioga depois de deixar o filho, Timby, na escola. Vai tecer elogios usando outras palavras além de "legal". Vai almoçar com uma velha amiga e se lembrar de levar um presente. Vai acertar nomes, datas e horas. Não vai suar. Vai transar com o marido.

Mas antes mesmo de conseguir colocar sua meta em ação, empecilhos acontecem. Como seu filho fingir estar doente para passar mais tempo com ela, seu marido avisar a todos — menos a ela — que está saindo de férias, e mais importante, quando tudo parece não ter fim, um amigo do trabalho desenterra um dos segredos mais profundos de Eleanor. 

Maria Semple é também autora de Cadê você, Bernadette? publicado aqui no Brasil em 2013 pela Companhia das Letras. 

Nenhuma outra informação sobre a produção foi divulgada, mas podemos esperar algo interessante pelos envolvidos (Julia maravilhosa!). Estive de olho nesse livro desde seu lançamento lá fora e agora que finalmente chegou, ainda mais com uma série junto, a empolgação tá imensa! Alguém me acompanha nessa?

Escrito por Julio Gabriel

26 agosto 2017

[Quotes] @mor

Este é um dos livros favoritos de minha vida, a forma como o autor conta a história é encantadora e muito envolvente. Então vou deixar uma pitadinha para vocês conhecerem.
"Na noite seguinte
Assunto: Não foi um bom dia
Querido Leo,
Você teve um bom dia hoje? Eu não tive um bom dia.
Boa tarde, Boa Noite.
Emmi
(A propósito: em que Emmi você esta pensando agora, se estiver pensando em Emmi? Espero que você ainda pense em Emmi!)
Três horas e meia depois
Fw:
Quando penso em Emmi, não penso em nenhuma daquelas três descritas por minha irmã, e sim na quarta, na minha. E mais: sim, é claro que eu ainda penso em Emmi. Por que você não teve um bom dia? O que ele teve de pior?
Boa noite, Bom dia,
Leo"
O livro é basicamente uma troca de e-mail e este formato é maravilhoso. 
E aí, Leo, vamos nos encontrar? Tenho todo o tempo do mundo. Bernhard foi passear com as crianças por uma semana. Estou sozinha.Cinco horas e meia depoisRe: Ei, Leo, o gato comeu sua língua?Cinco minutos depoisFw: Não, Emmi. Estou pensando sobre o assunto.Dez minutos depoisRe: Isso não pode significar nada que preste. Eu sei exatamente sobre o que você está pensando. Leo, por favor, vamos nos encontrar! Não vamos perder o que pode ser talvez a última oportunidade razoável pra isso. O que você arrisca com isso? O que você tem a perder?Dois minutos depoisFw: 1) Você. 2) A mim. 3) A nós. 
"Emmi, eu preciso saber como é o seu cheiro. Eu tenho a sua voz em meus ouvidos, agora eu preciso de seu cheiro em minhas narinas. Sério, Emmi: venha até aqui. Eu pago o táxi. Não, você não quer que eu faça isso. Tanto faz, alguém vai pagar o táxi. Hochleitnergasse 17, apartamento 15. Venha até aqui! Ou eu devo ir até aí? Eu também vou aí! Só quero sentir seu cheiro. Só beijá-la. Sem sexo." 
"A proximidade não é o fim da distância, mas sua superação. A ansiedade não é a falta da completude, mas sim a constante procura por ela e a repetida insistência em obtê-la." 

25 agosto 2017

[Crítica Musical] Maria Mena - Growing Pains


Desconhecida pelo grande público, Maria Mena possui ima das vozes mais doces que você ouvirá atualmente e é uma das artistas norueguesas mais famosa e popular. Ela obteve grande visibilidade em 2004, quando sua faixa You're The Only One foi lançada, tornando-se um hit no Brasil e em vários outros países. Mas não falarei dessa faixa hoje.

Seus álbuns sempre confessionais e pessoais retratam o amadurecimento e o sofrimento não somente da artista, mas também da pessoa que ela é, nascida e criada em um lar caótico, com uma família completamente desfuncional.

Em 2015, a cantora chega com seu sétimo álbum de ineditas, Growing Pains.

Realista e sentimental, Maria Mena traz uma coletânea de experiencias emocionais em seu álbum, cuja sonoridade retorna ao seu habitual estilo. Suas letras intimistas e inteligentes, às vezes melancólicas, n'outras apaixonada, mostra como a artisra consegue trafegar livremente entre emoções pessoais e expurgar todo sofrimento de si, criando faixas extremamente cativantes, sendo elas canções pop ou baladas.

O conceito do álbum parece seguir a idéia de despedida, de abandono de tudo aquilo que nos promete um futuro desagradável, como fica claro em uma das faixas mais tristes do álbum, a Where I Come From:

"Nós falamos como eles falaram, lá de onde eu vim / Nós brigamos como eles brigaram, lá de onde eu vim / E eu prefiro ficar sozinha / A acabar dentro de um lar / Como aquele do qual eu vim"

Alias, seus problemas com a família sempre serviram de inspiração. Pelo menos uma faixa em cada álbum trata desse assunto, de forma bem direta.

O interessante da artista é que duas composições procuram sempre ver o lado positivo das situações, onde ela não se deixa presa ao sofrimento. Um exemplo é a pop Good And Bad, cujo refrão ela canta "eu vejo o que você fez / eu vejo o que eu fiz / eu vejo o que fizemos / tanto [o que fizemos de] bom quanto [de] ruim". A positividade também faz parte da cantora, que, em uma entrevista, disse que o refrão de Bend Til I Break ("para você ver o quanto eu posso suportar / eu me entortarei e me entortarei / até quebrar") - uma das letras de maior entrega física e emocional do álbum - não se trata de ser usada, mas sim, de ser capaz de suportar tudo por amor. Mas gente ♡

A sonoridade do álbum segue um pouco melancólica, mesmo em algumas faixas que possuem um beat mais agitado. As letras seguem a mesma regra de sempre: íntimas, pessoais e sem exageros. Há equilíbrio emocional entre som e canto, onde a voz doce, que pode facilmente nos remeter a uma criança cantando, demonstra uma força desmedida, que qualquer um que já passou por algum momento difícil consegue se identificar. Foco para as faixas You Deserve Better e Leaving You.

Talvez esse seja um dos álbuns mais coesos e bem escritos da cantora - apesar de ser o meu segundo favorito da discografia dela.

Logo falarei de alguns outros dela. Até lá, ouçam Growing Pain e encantem-se.


TRACKLIST: 

01. Good God
02. The Baby
03. Leaving Baby
04. I Don't Wanna Se Your With Her
05. Good and Bad
06. Not Sober
07. Confess !
08. Where I Come From
09. Bend Till I Break
10. You Deserve Better
11. Growing Pains

[Resenha] O Melhor de Caio Fernando Abreu

A Nova Fronteira lança, no ano de seu aniversário de 50 anos, a coleção 'O melhor de', trazendo a público antologias de grandes nomes da literatura. 'O melhor de Caio Fernando Abreu' apresenta um panorama da obra de Caio - autor cultuado nas redes sociais. Aqui, o leitor vai conhecer as características mais marcantes da escrita de Cario Fernando Abreu.                                                                                                                                              
O que eu achei?
Mesmo eu sendo um adorador de contos e crônicas, jamais tinha lido algo de Caio Fernando Abreu, e no meu primeiro contato com o trabalho dele – tirando os trechos aleatórios que pipocam nas redes sociais -, o livro me foi uma surpresa encantadora.

Dividido em duas partes – contos e crônicas -, o livro trafega pelas obras do autor, criando um conjunto de histórias e reflexões tão humanas que, durante a leitura, é como se você estivesse conversando com o seu melhor amigo, que há tempos você não via; ou ainda, você criança, ouvindo histórias sendo contadas.

Os contos são basicamente sobre a vida. Não apenas viver, mas sobre tudo o que se pode ter e fazer, sentir. Amores perdidos, incompreensões, angústias; toda a alma humana desbravada linha após linha de uma escrita dinâmica, e de uma fluidez que jamais li, sem medidas nem limites. A atmosfera oscilante desta parte consegue fazer o leitor se equalizar facilmente a cada conto, que as vezes consegue ser imensamente oposto ao anterior no clima da narrativa e dos acontecimentos. Em um, um drama angustiante, cheio de dor e sofrimento; no seguinte, pode ter uma inquietude que chega ser cômica, fazendo brotar sorrisos despercebidos.

As crônicas nos apresentam o autor em seu mais íntimo, desvelando-se diante dos nossos olhos, muito honestamente, com o cotidiano, e a vida toda, de um ser humano que poderia muito bem ser eu, ou você. Uma análise poética dos caminhos da vida, dos significados ocultos de cada atitude, própria ou alheia para conosco, com sua escrita que forte e cheia de emoção – emoção pura e a flor da pele. Ainda nos mesmos temas dos contos – amizades, amor, angústias -, Caio Fernando Abreu vaga com desenvoltura no mais profundo da alma, explorando a mente, expondo os sentimentos e analisando o mundo ao redor, tando social quanto político, e seu lugar nisso tudo, como pessoa pensando e vivente.

Não há muito mais o que se dizer dessa coletânea, visto que são pequenos retratos de vidas e universos pessoais em sequência, mas se alguém me perguntar sobre uma obra para conhecer o trabalho de Caio Fernando Abreu, esse título com certeza será o escolhi e indicado. Uma leitura rica de ensinamentos, reflexões e muita, muita, muita emoção.

24 agosto 2017

[Nerds & Geeks] Os Defensores


Decidi escrever a coluna dessa semana sobre a equipe Os defensores, que está em destaque graças à série da Netflix. Mas como a equipe se formou nos quadrinhos é outra história. Vem comigo que eu vou te contar como tudo começou nas HQs. 

Em 1971, o primeiro número da revista Marvel Feature, foi publicada uma história que reunia os três astros da editora Marvel: Namor, o Príncipe Submarino, o Doutor Estranho e o Hulk. Mas essa foi a primeira aparição do trio junto. As raízes do grupo datam de alguns anos antes. O Doutor Estranho surgiu em 1963, o Hulk apareceu em 1962 e o Príncipe Namor em 1939, o mais antigo. Cada um dos super-heróis tinham revistas separadas, até que uma história do Doutor Estranho foi publicada em três revistas distintas, com o conhecido mago fazendo dupla com os outros dois heróis em ´´Dr.Strange 183(novembro de 1969), ´´Sub Mariner´´ (fevereiro de 1970) e ´´The Incredible Hulk´´ (abril de 1970). Surgiu então uma segunda aventura publicada na revista ´´Sub-Mariner nos números 34 e 35, em fevereiro e março de 1975, respectivamente, onde Namor recruta Hulk e o Surfista Prateado e adotam a alcunha de ´´Titan Three´´ (Os três titãs) lutam contra um inimigo em comum.



Bem no início, os Defensores não eram os justiceiros no sentido literal da palavra. Eram apenas ´´sócios´´ que só se punham a realizar façanhas heroicas quando essas os afetavam de alguma forma. A maioria dos experts em quadrinhos considera essa a melhor fase da equipe, feita por Roy Thomas e Steve Englehart. Porém, com o passar do tempo, a Marvel acabou por padronizar o título, tornando-o apenas outra equipe de super-heróis, mesmo com algumas características que os diferenciam de outras equipes, como os Vingadores: não são filiados ao governo e nem tem uma sede fixa. Seus membros tem a liberdade de saírem quando quiserem e têm a reputação de nem sempre se darem bem entre si, o que explica as trocas frequentes. O espírito original das histórias acabou defasado, provocando uma queda drástica no número de vendas. Nem quando os Defensores foram introduzidos como convidados na série animada do Homem-Aranha em 1994 fez com que o público se interessasse pelo título.


Com o decorrer dos anos, vários super-heróis participaram da equipe.Alguns membros foram: Clea, a aprendiz do Doutor Estranho, o Surfista Prateado, aliado do Quarteto Fantástico, Gavião Arqueiro, também membro dos Vingadores, Valquíria, uma guerreira asgardiana das histórias do Thor, Daimon Hellstrom, também conhecido como Filho de Satã, Jaqueta Amarela, uma das várias identidades do Dr.Hank Pym, o Homem-Formiga, Gárgula, um idoso preso no corpo de um demônio e Gata do Inferno, uma antiga modelo que se transformou em super-heroína, entre vários outros. Uma curiosidade: quando a formação original ainda era o trio Príncipe Namor,Hulk e Doutor Estranho, foi criada uma equipe de vilões composta por seus rivais opostos: Thaddeus Ross, o Hulk Vermelho, Tubarão-Tigre, inimigo de Namor e Barão Mordo, o mago das trevas. 


A formação da Netflix, composta por Luke Cage, Demolidor, Jessica Jones e Punho de Ferro conta com integrantes da equipe dos quadrinhos, exceto pela Jessica, que nunca foi um membro dos Defensores. Os maiores heróis de Nova York estarão à altura de enfrentar Alexandra, a vilã vivida por Sigourney Weaver e da organização Tentáculo ? É ver para crer!

Obs: Para quem não está familiar com a organização, o Tentáculo (The Hand, no original). É uma organização que teve suas origens no Japão feudal, cerca de 800 anos atrás, quando um grupo de seguidores do ninjutsu (estilo de arte marcial)foram para as montanhas geladas em busca de um novo modo de vida.Lá, eles desenvolveram as práticas de espionagem e assassinato.No ano de 1588, o líder da época, Kagenobu Yoshioka, transformou o líder samurai em um grupo cujo objetivo era a unificação de todo o Japão. Era um objetivo nobre, que infelizmente acabou quando Yoshioka foi assassinado.Um outro clã de ninjas chamado Snakeroot assumiu o poder.Eles corromperam o Tentáculo a abandonar seus ideias e os convenceram a adorar a Besta, uma entidade maligna que se alimenta da adoração e devoção dos ninjas. Ela busca a aniquilação de toda a vida do Universo, tem uma foma de destruição implacável. É através dessa entidade que o Tentáculo exerce sua influência;possuindo seus corpos e mentes. Os integrantes da seita recebem poderes místicos quando adoram a Besta e se tornam eternamente condenados por ela. Foi assim que conseguiram seguidores através dos séculos: assassinavam os alvos e os traziam de volta à vida como servos da Besta.E quando uma pessoa é ressuscitada pelo Tentáculo, volta uma sombra de si mesmo, apenas com pensamentos negativos. Quando a vítima se devota totalmente à Besta, não resta mais espaço nenhum em sua mente e alma, apenas maldade. O Tentáculo tentou matar e ressuscitar Elektra mas o sensei dela e do Demolidor, Stick, fundador dos Virtuosos, o clã dos ninjas bons, que tem como meta derrotar o Tentáculo. Nas HQs, quando Elektra é assassinada e seu corpo roubado, os Virtuosos conseguem impedir que ela seja ressuscitada com a ajuda de Rocha, um membro dos Virtuosos.