31 janeiro 2017

[News] Novas Imagens da Adaptação de EXTRAORDINÁRIO

Baseado no livro de mesmo nome, da autora R.J. Palacio, EXTRAORDINÁRIO têm data de estreia prevista para o dia 07 de Abril de 2017 (EUA), que conta com a direção de Stephen Chbosky, autor do livro “As Vantagens de Ser Invisível”, com roteiro escrito por Steven Conrard (mesmo roteirista de "À Procura da Felicidade") e não podemos evitar estarmos mega ansiosos por mais essa adaptação.
A data prevista para a estreia no Brasil está marcada para o dia 11 de Maio de 2017. (Marquem em suas agendas!!!)


A história emocionante de August “Auggie” Pullman, um menino que nasceu com uma séria deformidade facial, sofreu varias cirurgias de reparação, deseja entrar para uma escola comum e ser tratado como todas as outras crianças, com a ajuda de seus pais, lutando para mostrar a todos que a beleza não está apenas na aparência. A trama irá focar exatamente neste período em que Auggie está na quinta série.

"Extraordinário é uma história sobre família, amizade, amor e acima de tudo é sobre escolher a bondade em cada estágio da vida", falou o diretor à People.


O elenco conta com nomes de peso. São eles:
Owen Wilson (“Marley & Eu”) será Nate Pullman (pai de Auggie);
Julia Roberts (“Comer Rezar Amar”) será Isabel Pullman (mãe de Auggie);
Jacob Temblay (“O Quarto de Jack”) será Augusto “Augiie” Pullman;
Sônia Braga (“Tieta") será a avó de Auggie, mãe de Isabel Pullman

E para melhorar mais ainda nossas vidas, novas imagens das gravações foram divulgadas recentemente.
Veja:










Noah Jupe (esquerda) interpretando Jack Will



30 janeiro 2017

[Crítica] Sully

Sinopse:
15 de janeiro de 2009. Logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião pilotado por Chesley "Sully" Sullenberger (Tom Hanks). Com o avião seriamente danificado, Sully não vê outra alternativa senão fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson. A iniciativa é bem sucedida, com todos os 150 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação logo transforma Sully em um grande herói nacional, o que não o isenta de enfrentar um rigoroso julgamento interno coordenado pela agência de regulação aérea nos Estados Unidos.

O que eu achei? 

Chesley ou Sully é piloto de avião com uma vasta experiência em aviação, mas um belo dia logo após pássaros atingirem as duas turbinas do avião, toda sua vida e experiência serão colocadas a postos, quando ele terá que decidir se vai tentar retornar ao aeroporto ou fazer um ouso forçado. A partir temos uma história incrível, onde um homem terá que ter raciocínio rápido e tomar sua decisão.

Com cenas incríveis que nos prendem desde o início da produção, podemos ver as turbinas pegando fogo, literalmente atravessando Nova York. Intercalando imagens do dia do acidente(passado) e do dia em que está sendo levado a um tribunal para responder por ter pousado no rio Hudson ao invés de retornar ao aeroporto(presente). A direção de Clint Estwood é excepcional e faz com que fiquemos atraído pelo lado emocional da história, onde temos um piloto super dedicado e com um histórico impecável.
Logo é iniciada uma investigação para descobrir o que de fato originou esse pouso " forçado" por parte de Sully. Agência acredita que ele deveria ter voltado com o avião para o aeroporto, enquanto Sully e seu co- piloto estão certos de que fizeram a coisa certa. 
Alternando entre momentos passados, atuais e até mesmo pesadelos que Sully tem após o ocorrido, somos levados a conhecer o lado humano do piloto.

Durantes o decorrer do filme é impossível não se apegar torcendo pelo personagem de Tom Hanks, que mais uma vez está esplêndido ao dar vida a um personagem real. 
A direção impecável de Clint nos faz ver o ponto de vista do piloto e até mesmo da agência reguladora que tenta colocar a culpa no piloto.
O filme é impecável ao contar detalhadamente a história do acidente. A agência usa simuladores para expor os erros de Sully, tentando acabar com a credibilidade do piloto, enquanto Sully mostra aos reguladores como o fator humano pode mudar o rumo de qualquer história.

Aplausos expostos para a realização do pouso forçado que de fato em fez imaginar o que aqueles passageiros sofreram naquele dia, e por fim admirar o piloto e herói: Sully.
O filme finaliza sem deixar "nós soltos" e me prendeu do início ao fim. Enfim... assistam!

Trailer:


29 janeiro 2017

[Resenha] Escândalo de cetim

Sinopse:
Irmã do meio entre a três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.

Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.

Em Escândalo de Cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado.


O que eu achei? 

A continuação da série As modistas está de volta e com ela vamos adentrar na vida da irmã de Marcelline: Sophia, assim como conheceremos o conde Longmore, um amável sedutor. Preparadxs para família Noir?

Clara ex pretendente do cunhado de Sophia acaba de cometer o erro de se encantar com um homem que quer apenas o dote de sua família, este homem é falido e sem escrúpulos. 
Sophia é irmã de Marcelline e assim como sua irmã trabalha como modista, enquanto Harry Longmore está tendo problemas por sua irmã Clara ter cedido aos encantos de um interesseiro. 
Sophia se une Harry para arrumar um com partido para Clara,lembrando que Clara é a melhor cliente das irmãs modistas, em meio a esta confusão as irmãs Noir terão ainda que encarar uma rival do passado.
Depois de muita conversa e de Sopia convencer Harry que poderá ajudá- lo, eles se unem em projetos paralelos. Mas o que eles não poderiam contar é que Clara fugisse sem deixar vestígios de onde poderia ir.

Como uma verdadeira Noir, Sophia elabora um plano urgente e perspicaz onde deverá viajar com Harry e um rapaz que trabalha para ela em seu ateliê. Durante o trajeto para descobrir onde Clara foi parar, decidem começar a perguntar se alguém viu a carruagem dela ou sua empregada, logo conseguem uma pista promissora.
Quando cai uma chuva forte os três viajantes terão que arrumar um lugar para passar a noite; após se hospedarem e cada um ir pro seu quarto destinado haverá um imprevisto que obrigará o lorde Harry Longmore a salvá- la. Logo, estão se beijando e Longmore se encanta com a forma com que Sophia se entrega à ele.

Após muitas buscas e literalmente irem correndo atrás de Clara, Harry e Sophia a encontram totalmente desolada e sentindo-se humilhada, já que fugiu de seu noivo, aquele com quem foi vista indecentemente aos beijos e com um pedaço de pele exposta. Sophia não tem ideia de como poderá "limpar"  a honra de Clara, mas certamente se dedicará a fazê- lo.
Durante a noite após encontrarem Clara e estarem todos hospedados, Sophia é atacada por 4 homens embriagados, mesmo batendo, rebatendo e esmurrando, ainda assim ela não consegue se livrar deles; até que Harry aparece distribuindo solavancos nos 4 homens. Enquanto retira Sophia dali, sente-se incrivelmente atraído por ela e a beija, espontaneamente envolvida pela luxúria entrega sua virgindade à ele. Detalhe: uma das melhores cenas sexuais que já li, rica em detalhes e suave como deveria ser.

Ao voltarem para casa, Harry e Sophia não conseguem disfarçar a tração, mas como Sophia já criou um plano ardiloso para fazer com que o tal noivo de Clara desista do casamento, logo terá que deixar seu romance para depois.
Eles criam uma personagem onde Sophia se tornará uma mulher muito influente e rica, envolvendo o noivo de Clara. Com uma facilidade em interagir e "costurar" a história dos personagens, mais uma vez Loretta encanta, envolve o leitor na costura da família Noir.
Com um final maravilhoso, certamente deixou um gostinho de quero mais para mim, que já estou ansiosa para sequência da história das irmãs Noir.

Resenha 1º livro:Sedução da Seda

27 janeiro 2017

[Nerds & Geeks] Qual a diferença entre Nerds e Geeks?

   Bem-vindos à mais nova coluna do blog Reino Literário. Nesse espaço falarei de um assunto relacionado ao mundo geek. Mas primeiro é preciso saber distinguir o que significa ser nerd e o que significa ser geek.

Nerds
É um fato pouco conhecido que a expressão ´´nerd´´ foi primeiramente cunhada por ninguém menos que Dr.Seuss, autor de livros infantis como ´´O Grinch´´ e ´´O gato de chapéu´´ ao fazer uma comparação entre a lentidão com roupas listradas (especialmente branca e azul) para pessoas magras.  Ele descreveu um nerd como um personagem hilário, normalmente magro e com problemas para se relacionar com os outros. Hoje em dia, a palavra nerd denomina uma pessoa que tenha um interesse extremo com estudo, na maioria das vezes relacionados à informática, como jogos, programação de computadores e física. Normalmente têm hobbies como xadrez, RPGs e filmes, séries e livros de fantasia.

Geeks
Os geeks podem ser classificados como uma variação dos nerds.O primeiro registro conhecido do termo ocorreu em 1976, com o significado de fool, tolo.Antigamente, nas artes cênicas, como teatro e no circo, os artistas performáticos eram chamados de geeks  (no sentido de designar algo cult) pelos locais em que se apresentavam. Essa realidade só mudou na década de 90, quando a tecnologia atingiu o ápice.Atualmente, é denominado geek todo aquele que é fanático por algum elemento da cultura pop: podem ser histórias em quadrinhos, séries de TV, videogames, ciências (química, astronomia, etc). Alguns comportamentos típicos de um geek são colecionar itens relacionados aos seus vícios e falar incessantemente sobre aquele assunto. Costumam se vestir com blusas e acessórios relacionados aos seus gostos. É a tribo mais comum em eventos como festivais de anime, Comic-Con e feiras de video games.
Programas de TV como The Big Bang Theory ajudaram a popularizar a cultura geek e nos anos 2000, as pessoas se sentem mais seguras em se afirmar que são nerds ou geeks. Essa coluna trará semanalmente, assuntos que a equipe julgar relevante e de interesse aos leitores. Estamos abertos a sugestões, se você tiver alguma sugestão de tópico, entre em contate conosco.
    
   Obs: Não confundir nerds e geeks com hipsters, que são pessoas cujo comportamento influencia os outros, lançadores de tendências, como por exemplo, blogueiras de moda e youtubers.

Texto por Clara Monnerat.

26 janeiro 2017

[New] Discurso de Madonna no Billboard 2016

Não sou  nem de longe super fã de Madonna, mas sempre apoiei e apoio à causa das mulheres. Em 2016, ela encorajou muitas mulheres com seu discurso pessoal sobre sua vida.
“Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina. Obrigada por reconhecerem minha habilidade de dar continuidade à minha carreira por 34 anos diante do sexismo e da misoginia gritante, e do bullying e abuso constante.

As pessoas estavam morrendo de AIDS em todos os lugares. Não era seguro ser gay, não era legal ser associada à comunidade gay. Era 1979 e Nova York era um lugar muito assustador. No meu primeiro ano [na cidade] eu fiquei sob a mira de uma arma de fogo, fui estuprada num terraço com uma faca na minha garganta e tive meu apartamento invadido e roubado tantas vezes que parei de trancar as portas. Com o passar do tempo, perdi para a AIDS ou para as drogas ou para as armas quase todos os amigos que tinha. Como vocês podem imaginar, todos esses acontecimentos inesperados não apenas me ajudaram a me tornar a mulher ousada que está aqui, mas também me lembraram que sou vulnerável, e que na vida não há segurança verdadeira exceto sua autoconfiança.

Eu me inspirei, é claro, em Debbie Harry e Chrissie Hynde e Aretha Franklin, mas meu muso verdadeiro era David Bowie. Ele personificava o espírito masculino e feminino e isso me agradava. Ele me fez pensar que não havia regras. Mas eu estava errada. Não há regras se você é um garoto. Há regras se você é uma garota. Se você é uma garota, você tem que jogar o jogo. Você tem permissão para ser bonita, fofa e sexy. Mas não pareça muito esperta. Não aja como você tivesse uma opinião que vá contra o status quo. Você pode ser objetificada pelos homens e pode se vestir como uma prostituta, mas não assuma e se orgulhe da vadia em você. E não, eu repito, não compartilhe suas próprias fantasias sexuais com o mundo. Seja o que homens querem que você seja, e mais importante, seja alguém com quem as mulheres se sintam confortáveis por você estar perto de outros homens. E por fim, não envelheça. Porque envelhecer é um pecado. Você vai ser criticada e humilhada e definitivamente não tocará nas rádios.

Eventualmente fui deixada em paz porque me casei com Sean Penn e estava fora do mercado. Por um tempo eu não fui considerada uma ameaça. Anos depois, divorciada e solteira, fiz meu álbum ‘Erotica’ e meu livro ‘Sex’ foi lançado. Eu me lembro de ser a manchete de cada jornal e revista. Tudo que lia sobre mim era ruim. Eu era chamada de vagabunda e de bruxa. Uma das manchetes me comparava ao demônio. Eu disse ‘Espera aí, o Prince não está correndo por aí usando meia-calça, salto alto, batom e mostrando a bunda?’ Sim, ele estava. Mas ele era um homem. Essa foi a primeira vez que eu realmente entendi que mulheres não têm a mesma liberdade dos homens.
Eu me lembro de desejar ter uma mulher para me apoiar. Camille Paglia, a famosa escritora feminista, disse que eu fiz as mulheres retrocederem ao me objetificar sexualmente. Então eu pensei, ‘Se você é uma feminista, você não tem sexualidade, você a nega’. E eu disse ‘Dane-se. Eu sou um tipo diferente de feminista. Sou uma feminista má’.
Eu acho que a coisa mais controversa que eu já fiz foi ficar aqui. Michael se foi. Tupac se foi. Prince se foi. Whitney se foi. Amy Winehouse se foi. David Bowie se foi. Mas eu continuo aqui. Eu sou uma das sortudas e todo dia eu agradeço por isso. O que eu gostaria de dizer para todas as mulheres que estão aqui hoje é: Mulheres têm sido oprimidas por tanto tempo que elas acreditam no que os homens falam sobre elas. Elas acreditam que elas precisam apoiar um homem. E há alguns homens bons e dignos de serem apoiados, mas não por serem homens, mas porque eles valem a pena. Como mulheres, nós temos que começar a apreciar nosso próprio mérito. Procurem mulheres fortes para que sejam amigas, para que sejam aliadas, para aprender com elas, para as inspirem, apoiem e instruam.

Estou aqui mais porque quero agradecer do que para receber esse prêmio. Agradecer não apenas a todas as mulheres que me amaram e me apoiaram ao longo do caminho; vocês não têm ideia de quanto o apoio de vocês significa. Mas para aqueles que duvidam e para todos que me disseram que eu não poderia, que eu não iria e que eu não deveria, sua resistência me fez mais forte, me fez insistir ainda mais, me fez a lutadora que sou hoje. Me fez a mulher que sou hoje. Então, obrigada.”

Discurso em vídeo:

[Crítica] Residente Evil- O capítulo Final

Sinopse:
Sobrevivente do massacre zumbi, Alice (Milla Jovovich) retorna para onde o pesadelo começou, Raccoon City, onde a Umbrella Corporation reúne suas forças para um ataque final contra os remanescentes do apocalipse. Para vencer a dura batalha final e salvar a raça humana, a heroína recruta velhos e novos amigos.

O que eu achei?
ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS DE FILMES ANTERIORES*


Resident Evil chega ao seu capítulo final e, como em todos os filmes, de início ela nos conta como a Terra se encontra com a contaminação do T-vírus. Encontrando-se a beira da dizimação total da raça humana a Rainha Vermelha, inteligência artificial por trás da Umbrella Corporation, procura Alice (pela segunda vez na série) para que ela salve o que restou da humanidade.Não é preciso muito para pescar a incongruência deste acontecimento, uma vez que no último filme (Resident Evil Retribuição - 2012) tudo que a Rainha vermelha mais queria era exterminar o projeto Alice.
Sozinha, como  sempre, Alice precisa voltar à Colmeia, em Racoon City, onde tudo teve início para liberar o antivírus e salvar a humanidade. No caminho ela acaba encontrando Claire Redfield que sobreviveu ao ataque da Umbrella ao Arcadia e que está vivendo com um grupo de sobreviventes na própria Racoon City. Com a esperança de dias melhores grupo resolve acompanhar Alice até o ponto de partida do mundo Resident Evil dos filmes. Outro personagem que retorna é o Dr. Isaacs, agora no comando da Umbrella e sendo o grande vilão deste filme em questão, também temos o Albert Wesker que, para vilão dos filmes anteriores, ficou bastante apagado como um mero empregado.
Ao longo do filme pode-se perceber algumas referências ao game Resident Evil 5, não que seja de suma importância, mas aos fãs acaba por ser um reconhecimento ver as Bioarmas já conhecidas, porém qualquer ligação com os games acaba aí.
As cenas de luta acabam por ter cortes muito rápidos o que nos faz facilmente perder algo importante, como a morte de um personagem que você só irá notar quando o grupo se reúne para seguir em frente. O 3D acaba por ser falho, escurece as cenas e não traz a sensação que promete. Neste filme acabamos por ser introduzidos a novos personagens que antes mesmo que consigamos ter alguma empatia morriam e você se perguntava “mas por que tanto marketing em cima destes personagens se iam morrer em 15 minutos de aparição?”.
Uma peculiaridade dos filmes Resident Evil é que você não precisa exatamente saber o que aconteceu nos filmes anteriores pois logo de início eles te desmentem tudo que ocorreu antes e te passam uma nova realidade. Tornando os filmes independentes entre si podemos até considerar como excelentes filmes, mas colocando numa linha do tempo nos perdemos facilmente.
Como fã, posso agradecer que terminou esta saga e que Paul W. Anderson não irá mais estragar uma das minhas sagas de game favoritas, porém bate um sentimento de tristeza ao saber que não veremos mais Alice sendo a personagem mais “incrível” destes filmes.

Trailer:
*Crítica por Rafaela Judd( colaboradora do site No Meu Mundo).

25 janeiro 2017

[New] Viola é indicada ao Oscar pela 3ª vez

A minha querida e incrível atriz Viola Davis foi indicada pela 3ª vez a famosa estatueta. Desta vez indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Fences, ainda sem estreia prevista no Brasil. Com esta indicação ela alcança a marca de 1ª negra a concorrer três vezes ao Oscar.

Lembrando que anteriormente Viola concorreu em 2009 por “Dúvida” como melhor atriz coadjuvante e em 2012 por “Histórias Cruzadas” como melhor atriz.
Algumas semanas atrás, Viola ganhou o Globo de Ouro pelo mesmo papel que concorre ao Oscar: Rose Maxson.

Por último: Viola, Naomie Harris e Octavia Spencer, entraram para história, pois pela 1ª vez que três atrizes negras são indicadas numa mesma categoria.
Naomie concorre pelo filme “Moonlight: Sob a Luz do Luar” e Octavia pelo filme “Estrelas Além do Tempo”.

Um ano de 2017 repleto de grandes estrelas e talentos inestimáveis. Torço pro dia em que a cor da pele não faça diferença, até lá vamos nos contentando com toda vitória da minoria.




Trailer Fences:

[Review] Desventuras em Série - 1ª Temporada

Sinopse: 
Os órfãos Baudelaire são três irmãos muito inteligentes; Violet é a mais velha, Klaus é o irmão do meio e Sunny é a mais nova, com três anos. Quando seus pais morrem, eles passam a morar com diferentes tutores, e o primeiro é Conde Olaf, que irá tentar roubar a enorme herança deixada pelos pais.

O que eu achei?
Admito que estava bem ansioso pela adaptação. Conheci a série através do filme de 2005, estrelado por Jim Carrey, e cheguei até a ler o primeiro livro e metade do segundo. Só que... Por incrível que pareça, eu esperava menos. Acreditem: Isso é ruim. 

O que eu quero dizer com 'esperava menos'. Muito mais simples: Narrativa, atuações, enredo. Eu vejo isso tudo como algo pesado, um conjunto massante que você é forçado a engolir. Não vou tirar o mérito que é uma boa história, e que assisti até o final (e assistirei as próximas temporadas) por pura curiosidade. No geral, achei uma série mediana. 

Um dos pontos que mais deixou a série massante para mim, foi as mais interruptas aparições de Lemony Snicket. Ele funciona como um narrador onipresente, mas que acaba interrompendo a história em muitos pontos, com falas gigantes e que te fazem ficar cansado de seguir com o episódio. Gostei muito mais do que fizeram no filme, com somente uma voz ao fundo explicando de vez em quando o pensamento dos órfãos. 

Em relação as atuações, dou um grande mérito a Neil Patrick Harris (que fez um Conde Olaf muito mais um vilão peçonhento, do que um ator de comédia fracassado) e ao trio que interpretou os personagens principais: Malina Weissman, Louis Hynes e Presley Smith (apesar de ser somente um bebê, sua posição funciona e muito dentro do caminhar da história). 

As outras tramas desenvolvidas e que te enchem de esperança no começo da série são MUITO relevantes para o desfecho desta temporada. Nem tudo é o que parece ser. 

Como disse no começo, acho a série, em geral, mediana. Talvez você comece e queria assistir pela curiosidade, ou vai desistir em poucos minutos. Lendo alguns comentários dos fãs da saga de livros, eles dizem que é agora que as aventuras realmente começam, então vamos esperar para conferir. 

Trailer:

24 janeiro 2017

[New] Indicados ao Oscar 2017

Enfim temos a lista de indicados do Oscar 2017, confiram e me digam o que acharam, minha opinião de antemão é: Estou decepcionada! Esperava muito mais, para filmes pequenos e atuações incríveis que vi ao longo do ano de 2016. Sem mais delongas, confiram a lista:
Melhor Filme:
"A chegada"
"Até o último homem"
"Estrelas além do tempo"
“Lion: Uma jornada para casa”
"Moonlight: Sob a luz do luar"
"Cercas"
"A qualquer custo"
"La la land: Cantando estações"
"Manchester à beira-mar"

Melhor diretor
Denis Villeneuve ('A chegada')
Mel Gibson ('Até o último homem')
Damien Chazelle ('La la land'
Kenneh Lonergan ('Manchester à beira-mar')
Barry Jenkins ('Moonlight')

Melhor ator
Casey Affleck ('Manchester à beira-mar') 
Andrew Garfield ('Até o último homem')
Ryan Gosling ('La la land')
Viggo Mortensen ('Capitão Fantástico')
Denzel Washington ('Cercas')

Melhor atriz
Natalie Portman ("Jackie")
Emma Stone ("La La Land - Cantando estações")
Meryl Streep ("Florence: Quem é essa mulher?")
Ruth Negga (“Loving“)
Isabelle Huppert ("Elle")

Melhor ator coadjuvante
Mahershala Ali ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Jeff Bridges ("A qualquer custo")
Lucas Hedges ("Manchester à beira-mar")
Dev Patel (“Lion: Uma jornada para casa”)
Michael Shannon ("Animais noturnos")

Melhor atriz coadjuvante
Viola Davis ("Cercas")
Naomi Harris ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Nicole Kidman (“Lion: Uma jornada para casa”)
Octavia Spencer ("Estrelas além do tempo")
Michelle Williams ("Manchester à beira-mar")

Melhor roteiro original
Damien Chazelle ("La la land: Cantando estações")
Kenneth Lonergan ("Manchester à beira-mar")
Taylor Sheridan ("A qualquer custo")
Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou ("O lagosta")
Mike Mills ("20th century woman")

Melhor roteiro adaptado
Barry Jenkins ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Luke Davies ("Lion: Uma jornada para casa")
August Wilson ("Cercas")
Allison Schroeder e Theodore Melfi ("Estrelas além do tempo")
Eric Heisserer ("A chegada")


Melhor fotografia
Bradford Young ("A chegada")
Linus Sandgren ("La la land: Cantando estações")
James Laxton ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Rodrigo Prieto ("Silêncio")
Greig Fraser ("Lion: Uma jornada para casa")

Melhor animação
"Kubo e as cordas mágicas"
"Moana: Um mar de aventuras"
"Minha vida de abobrinha"
"A tartaruga vermelha"
"Zootopia"

Melhor filme em língua estrangeira
"Terra de minas" – Dinamarca
"Um homem chamado Ove" – Suécia
"O apartamento" – Irã
"Tanna" – Austrália
"Toni Erdmann" – Alemanha

Melhor documentário
"Fire at sea"
"Eu não sou seu negro"
"Life, animated"
"O.J. Made in America"
"A 13ª Emenda"

Melhor edição
Joe Walker ("A chegada")
John Gilbert ("Até o último homem")
Jake Roberts ("A qualquer custo")
Tom Cross ("La la land: Cantando estações")
Nate Sanders e Joi McMillan ("Moonlight: Sob a luz do luar")

Melhor design de produção
"A chegada"
"Animais fantásticos e onde habitam"
"Ave, Cesar!"
"La la land: Cantando estações"
"Passageiros"

Melhor cabelo a maquiagem
Eva Bahr e Love Larson ("Um homem chamado Ove")
Joel Harlow e Richard Alonzo ("Star Trek: Sem fronteiras")
Alessandro Bertolazzi, 
Giorgio Gregorini e Christopher Nelson ("Esquadrão Suicida")

Melhor figurino
Joanna Johnston ("Allied")
Colleen Atwood ("Animais fantásticos e onde habitam")
Consolata Boyle ("Florence: Quem é essa mulher?")
Madeline Fontaine ("Jackie")
Mary Zophres ("La la land: Cantando estações")

Melhores efeitos visuais
Craig Hammack, Jason Snell, Jason Billington e Burt Dalton ("Deepwater horizon")
Stephane Ceretti, Richard Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould ("Doutor Estranho")
Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones and Dan Lemmon ("Mogli: O menino lobo")
Steve Emerson, Oliver Jones, Brian McLean e Brad Schiff ("Kubo e as cordas mágicas")
John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould ("Rogue One: Uma história Star Wars")

Melhor canção original
"Audition (The fools who dream)" ("La la land: Cantando estações"); música de Justin Hurwitz e letra de Benj Pasek e Justin Paul
"Can't stop the feeling" ("Trolls"); música e letra de Justin Timberlake, Max Martin e Karl Johan Schuster
"City of stars" ("La la land: Cantando estações"); música de Justin Hurwitz e letra de Benj Pasek e Justin Paul
"The empty chair" ("Jim: The James Foley Story"); música e letra de J. Ralph e Sting
"How far I'll go" ("Moana: Um mar de aventuras"); música e letra Lin-Manuel Miranda

Melhor trilha sonora
Micha Levi ("Jackie")
Justin Hurwitz ("La la land: Cantando estações")
Nicholas Britell ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Thomas Newman ("Passageiros")

Melhor edição de som
Sylvain Bellemare ("A chegada")
Renée Tondelli ("Deepwater horizon")
Robert Mackenzie e Andy Wright ("Até o último homem")
Ai-Ling Lee and Mildred Iatrou Morgan ("La la land: Cantando estações")
Alan Robert Murray e Bub Asman ("Sully: O herói do rio Hudson")

Melhor mixagem de som
Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye ("A chegada")
Kevin O'Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace ("Até o último homem")
Andy Nelson, Ai-Ling Lee and Steve A. Morrow ("La la land: Cantando estações")
David Parker, Christopher Scarabosio e Stuart Wilson ("Rogue One: Uma história Star Wars")
Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth ("13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi")

Melhor curta-metragem
"Ennemis Intérieurs"
"La femme et le TGV"
"Silent night"
"Sing"
"Timecode"

Melhor curta-metragem de animação
"Blind Vaysha"
"Borrowed time"
"Pear Cider and Cigarettes"
"Pearl"
"Piper"

Melhor documentário em curta-metragem
"Extremis"
"41 miles"
"Joe's violin"
"Watani: My homeland"
"The white helmets"


[Crítica] Estrelas além do tempo

Sinopse:
1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

O que eu achei? 
O que dizer de um filme com um elenco incrível, uma trilha sonora maravilhosa e uma caracterização fora do comum? Apenas posso aconselhar que assistam! O filme conta a história de três amigas, destacando Katherine Johnson uma mente incrivelmente brilhante.

O filme inicia contando a história de Katherine, um gênio que desde muito nova tem um QI acima da média de sua idade, ela encanta com sua inteligência numa época onde a segregação racial estava em alta nos EUA, ganhou sua primeira bolsa aos 6 anos e assim temos uma passagem de tempo até 1961. Em seguida somos apresentados a Dorothy e Mary mais dois gênios que trabalham na Nasa e tem o sonho de um tempo melhor para suas vidas.
Katherine faz cálculos precisos e é chamada de computador, Dorothy trabalha na área de engenharia e sonha em poder exercer seu cargo na Nasa, enquanto Maria tem um sonho mais comum: ser supervisora do prédio onde as negras trabalham. Obviamente é incômodo perceber tal discriminação, cenas ridículas onde Katherine tem que correr de um prédio a outro por longos 800 metros para utilizar o banheiro "para negros".

Katherine é viúva e tem três filhas, mal tem tempo para ficar em casa quando é chamada para trabalhar calculando distâncias e velocidades para que um homem americano possa ir à Lua. Mesmo sendo extremamente inteligente, ainda assim é ridicularizada por seus colegas de trabalho que não aceitam dividir nem mesmo a cafeteira com ela, neste momento destaca- se Jim Parsons(nosso amado Sheldon) por não aceitar que Katherine possa ser mais inteligente que ele, nem muito menos aceitar dividir créditos de relatórios e documentos.
Enquanto todos ignoram o talento e a genialidade de Katherine com números, Al Harrison(Kevin Costner) enxerga nela uma mulher de força e inteligência superior, obviamente com uma atuação impecável!

No decorrer do filme é notável e incômodo ver a forma como as três são discriminadas, okay eu sei que naquela época era o "padrão", mas certamente me incomodou bastante. Paralelo a seus empregos ambas tem que enfrentar preconceitos enormes, mas Dorothy consegue autorização de frequentar uma escola de brancos para poder ganhar sua sonhada certificação. Kirsten Dusnt é uma chefe dentro da Nasa e mesmo com sua pequena participação nos faz odiá- la.
Enfim, sem mais delongas o filme tem uma fotografia maravilhosa, caracterização de acordo com a época e  uma direção impecável. Corram para o cinema e encantem- se com história incrível de três negras que superaram tudo e se tornaram exemplos de força e empenho em serem melhores no que escolheram.

Trailer:


20 janeiro 2017

[Resenha] Coração sombrio


Sinopse:
Uma jovem misteriosa chega a Astópolis e aos poucos devolve os sentimentos que Arquimedes se privara há muito tempo. Com uma nova razão para sua vida, o comandante do exército real decide percorrer o mundo, ficando cada vez mais forte e derrotando todo o mal. Depois de enfrentar lordes, monstros e dragões, encontra em si o pior de todos os males: estar dividido entre salvar o mundo dos poderes de Baltazar, ou se tornar pior que ele.

O que eu achei?
“Às vezes não escondemos nosso passado, simplesmente não queremos voltar a falar sobre ele.”
Logo no início somos apresentados a Pandora, uma jovem animada e insistente que chega ao reino de Astópolis e encontra Arquimedes, o general da guarda real, um homem fechado, distante e turrão. Pandora, dona de muita beleza e uma persuasão incomum consegue convencer o (aparentemente) inflexível Arquimedes para que a deixasse passar a noite em sua casa. Nesse momento se cria um laço emocional repentino entre os dois: Pandora beirando a obsessão pro Arquimedes, e ele, por sua vez, encontrando certo equilíbrio e conforto na presença dela.

Contudo, tudo munda quando Zero, o segundo comandando, volta gravemente ferido de Esperanza e Arquimedes descobre que Baltazar – o rei de lá – foi o causador do ferimento. Rei e seu ex-comandante.

Seguindo uma trama de vingança, Arquimedes é um anti-herói nessa história: um homem sombrio, com um passado obscuro e tempestuoso, personalidade rude, em busca de poder absoluto a qualquer custo , e que fara de tudo para que Baltazar e seus capangas paguem com suas vidas todo o sofrimento e destruição que causaram não só a ele e Zero, mas a todos que vivem ou já viveram em seu reino.
Pandora – apesar de pedante em alguns momentos – torna-se uma guerreira forte, contudo não tem muita importância no andamento da história. O mais interessante foi como a personagem foi construída – sim, a personagem Pandora tem todas as características da mitológica Pandora: graça, beleza, persuasão, meiguice e habilidade (mas falta-lhe certa paciência).

A história ainda mistura muitos elementos de fantias – já que se trata de uma fantasia. Temos guerreiros que controlam os elementos – no exemplo de Arquimedes, que conjura chamas -; colossos animalescos, uma comunidade de dragões divididas por poder que está abeira do colapso, tudo isso envolto no tom medieval, com disputas de poder e ego tanto entre reinos quanto entre guerreiros aliados.
Arquimedes foi um personagem muito bem trabalho, complexo e misterioso apesar de usa pouca idade, e seu caminho durante a história faz com que você se questione quanto a sua integridade e a moral de suas escolhas, do tipo “os fins justificam os meios?”. Em sua busca por poder, suas atitudes oscilam muito entre “fazer o certo” e “fazer o que ele quer”, deixando brechas pra questionamentos sobre sua índole e seu destino no fim de tudo.
Ainda, os reinos e seus reis apresentam muito mais mistérios do que se possa imaginar – como toda boa história medieval que se prese sabe fazer. Reis sanguinários, sem face, sedentos por guerras e disputas podem não ser exatamente quem se acredita.

Contudo, como nem tudo são flores, dois pontos deixaram um pouco a desejar nesse livro.
Primeiro, durante a andança de Arquimedes por respostas e poder, o enredo deixou pontas soltas quanto ao reino de Astópolis e outros personagens secundários que foram, simplesmente, esquecidos. Além disso, as batalhas poderiam ter sido mais bem trabalhadas – foram rápidas e fáceis em sua maioria.
E segundo, a revisão poderia ter sido bem mais eficaz. Essa questão me deixou muito incomodado, uma vez que vi alguns erros se repetirem com uma frequência bem alta.

Ainda assim o livro tem todo seu valor, nos levando a uma aventura por terras perigosas e muitas lutas (e incêndios), numa trama cheia de descobertas sombrias, passados enterrados e muito jogo de poder e ego.

19 janeiro 2017

[New]Top 5 de Livros por Ian Schluter



O Vendedor de Sonhos – Augusto Cury

Esse foi um livro que li já faz algum tempo, mas a sua narrativa me encantou no momento que abri suas paginas e mergulhei na imensidão e profundidade das palavras que enchem as paginas dessa coleção. A visão de mundo que recheia esse livro, em minha opinião poderia fazer um cético parar por um segundo e faze-lo refletir na vida de uma maneira jamais pensada. O eu interior, a influência do meu ser no mundo, e o que minhas atitudes refletem, são pontos que fazem O Vendedor de Sonhos meu livro predileto em 2016.

Uma produção cinematográfica foi feita recentemente, e todos podem ler minha critica aqui no blog, não acho que faz jus ao que o livro em si passa, a mensagem passada é elaborada num contexto que todos podemos passar/passamos em nosso cotidiano, e isso foi o que fez com que se tornasse o sucesso que foi escritores também são pessoas como nós, e trazer para nós leitores, casos dos dia a dia e trabalhar em cima deles, de uma forma para que possamos enxergar o que passa invisível aos nossos olhos, e reflitamos, foi apenas sensacional.

A Garota do Calendário – Audrey Carlan

Meu encontro com Mia Saunders, a protagonista dessa narrativa foi totalmente ao acaso em umas das livrarias aqui de São Paulo.
Comprei aleatoriamente o livro ‘’Janeiro’’, apenas para passar o tempo, já que estava indo ao trabalho e tenho o costume de ler no transporte publico.
Mia precisa de muito dinheiro, e quando digo muito, digo 1milhão de dólares, pois precisa salvar seu pai (mais uma vez, afinal ela é que veste as calças em casa) e pagar a divida com o agiota que esta ameaçando a vida dele e de sua família. A maneira que ela encontrou, mais rápida e digamos que de imediato? Se tornar uma acompanhante de luxo por um mês para clientes milionários, ganhando 100mil dólares por mês, e de quebra não ter que ter relações sexuais com eles, afinal ela é uma acompanhante, não uma prostituta.

A cada livro, que são nomeados de acordo com os meses do ano, já que ela passa um mês com cada cliente, vai te conquistando aos poucos, pois aguça sua curiosidade por saber qual a razão dela ter sido contratada pelo próximo cliente. A história pode parecer meio obvia, mas é uma historia picante e sedutora, que nos envolve com seus personagens que surgem pela trama.
Aos poucos vamos nos fissurando pela historia de Mia, e ficando a cada pagina, mais curiosos por saber o que ira ocorrer no próximo mês. Posso afirmar que é uma historia empolgante, deliciosa de se ler, e por ser curta, ficamos vidrados até comprar o próximo livro.

As aventuras do caça feitiço – Joseph Delaney

Tom Ward, Senhor Gregory e Alice Deane.
Nossos protagonistas nessa saga de mais de 13 livros.
Admito que feiticeiras, ogros, fantasmas, e todo tipo de criaturas das trevas se encontra nessa aventura infanto-juvenil, e fará que você se apaixone pela historia desse sétimo filho de um sétimo filho.
Tom Ward sendo o sétimo de um sétimo, tem ‘’poderes’’ especiais, por melhor dizendo, ele consegue sentir a presença de seres das trevas, uma habilidade que os caça feitiços (Sr. John Gregory, seu mestre) vem desempenhando a muito tempo, assim livrando o condado e as cidades vizinhas, das ameaças do outro mundo.
Tom enfrenta muitas dificuldade através dos tantos livros que essa saga tem, e a cada nova aventura, que se ligam através da continuação em cada novo livro, com o intuito de destruir o maligno, vai nos fazendo ficar aflitos e nos ganha com o suspense de cada novo capitulo da historia.
O Sétimo Filho, foi a produção cinematográfica baseada no primeiro livro da série, e posso dizer que ficou muito boa.
Até onde você estaria disposto a abrir mão de seus valores, afim de um bem maior?
Recomendo que vão descobrir junto com nossos amigos, nessa batalha contra o mal.


O Equinócio – Mione Le Fay

Um dos meus queridinhos de 2015.
Acompanhar a construção desse livro foi um presente dessa minha amiga querida, mas não posso negar que tive que esperar meses até o lançamento para então poder me deleitar com uma leitura tão incrível.
Fadas, seres do bem e do mal, são temas recorrentes desde a nossa infância, e ter tudo isso em um livro, que ainda por cima nos encanta com sua escrita, foi sensacional. Reis sempre tomam decisões difíceis (exceto a rainha da Inglaterra gente, afinal ela só é rainha e rica..Mandas mesmo , naaada..), e com posições elevadas, as responsabilidades tão são dobradas.

A forma como os personagens se desenvolvem na trama é divertida, o livro nos ganha com a personalidade de cada personagem, e que aos poucos, vamos formando nossas opiniões, amores, crushes, e ódio para com cada um deles.
Todo o suspense, amor, traição, romance, que enche as paginas do Equinócio, nos instiga a descobrir mais sobre o que esta por trás da trama principal do mesmo, e Mione Le Fay nos traz um mundo repleto de símbolos, de significados ocultos, e  nos provoca a querer saber mais sobre a historia por trás da decisão do Rei da Corte das Sombras.
A autora nos mostra que nem o segredo mais bem guardado, pode ser mantido em segredo por muito tempo, pois mais cedo ou mais tarde ele virá a tona. E cabe a nós descobrir se isso é algo bom ou ruim para o Reino Encantado.

Diário de um banana – Jeff Kinney
O livro que marcou uma parte da minha infância.
O toque do queijo (ainda tenho trauma de tocar numa fatia de queijo até hoje), e os dramas de se ter um irmão mais velho que pratica bullying com você e sempre se dá bem em tudo. Greg nos enche com uma história muito bem elaborada de sua fase escolar, e que todos nós já passamos um dia, ou ainda estamos passando.
O garoto que procura popularidade, e seu lugar ao sol. Mas por enquanto ele esta no ensino fundamental, e senta em uma carteira entre dois débeis, como ele os chama. E seu fiel escudeiro Rowley, que se prova um verdadeiro débil também. 
Greg tem dias difíceis em sua busca pela ascensão a popularidade, e se vê enfrentando maus bocados quando tem que reconquistar a amizade de seu melhor amigo, que de uma hora pra outra se tornou mais popular entre todos do colégio.Recomendo a todos que tem um gosto por uma leitura fácil de ser absorvida, com piadas e um nível de humor demasiadamente elevado.



18 janeiro 2017

[New] TBR de Janeiro/17 por Mayara Cardoso

O primeiro mês do ano é sempre aquele mês que estamos mais empolgados a ler, bom pelo menos pra mim é assim e este ano ainda tem um incentivo maior para ler mais, a MLV- Maratona Literária de Verão, mas claro que minha meta de leituras não se resume somente aos desafios dela, e vou mostrar para vocês quais são minhas metas literárias para Janeiro.
Para os desafios da Maratona escolhi:
Que tal esta Noite? - livro com a capa feioa, mas que a proposta me instiga muito a ler
Will & Will - livro com a temática LGBT
Redimida- livro que passei 2016 todo enrolando pra ler (n verdade to enrolando desde a Bienal de 2015)
Trono de Vidro- livro indicado
Grey- livro que paguei muito barato.
E para minha maratona pessoal escolhi ler todos os livros da autora Abbi Glines que estão parados há um tempo na minha estante. Sou louca pela escrita da autora e assim que li Paixão sem Limites saí comprando todos os outros, finalizei os 4 primeiros livros(que já tem resenha no blog), mas sabe-se lá porquê parece que o tempo foge quando é para ler o restante da série Rosemary Beach e me apaixonar pelos outros casais.
Bom no total são 11 livros, espero ler pelo menos uns 8, no final do mês eu venho aqui contar se segui ou não a minha TBR. E você já montou e está seguindo a sua? Me conta nos comentários!