29 abril 2016

DIY: Marcador de coração


Pensei em como inaugurar a coluna de DIY do blog e achei este  marcador de página no formato de  !
Eu achei super fofo e fácil de fazer vem ver:


Pra deixar todo seu coração marcado naquelas histórias que te fazem viajar sem sair do lugar, nada mais apropriado que um
Tudo o que você vai precisar é de um papel bonitinho (os decorados ficam lindos) e aí é mãos pra que te quero! Afinal, esse marcador é um origami super simples e rápido de fazer, mas que vai dar todo um charme no cantinho da sua página. Dá uma olhada:

Passo a passo:

#1.  Corte um retângulo de papel. Uma boa dica é usar metade de um papel quadrado com cerca de 15cm de lado.
#2. Dobre o retângulo ao meio longitudinalmente.


#3. Depois dobre de novo ao meio, só que agora transversalmente, pra ficar a marquinha. Aí já pode abrir.
#4. Agora dobre um lado pra cima até a borda se alinhar com marquinha no centro, formando um ângulo de 45º.


#5. Faça o mesmo com o outro lado.
#6. Vire o papel.


#7. Dobre um tantinho da parte superior (cerca de 1/3 do total dessa parte).
#8. Faça o mesmo do outro lado.

#9. Aí é só dobrar os cantinhos internos e externos pra dentro.
#10. Pronto! Seu marcador de páginas já tá lindo de viver em forma de coração!

Então galera, espero que tenham gostado da postagem e quem fizer pode postar nos comentários :-)

28 abril 2016

[Trilha Sonora] Como Eu Era Antes de você

Exatamente 49 dias para estreia de Como eu era antes de você, e hoje foi lançado mais uma música que irá compor a trilha sonora, "Not Today" da banda Imagine Dragons.
Já temos outras músicas tão lindas quanto essa:
1. Unsteady (X Ambassadors)
2. The Sound (The 1975)
3. Surprise Yourself (Jack Garrat)
4. Don't Forget About Me (Cloves)
5. Photograph (Ed Sheeran)
6. Not Today (Imagine Dragons)

Eu achei a Playlist maravilhosa e fato que irá me fazer chorar.
O que vocês acharam?

27 abril 2016

[Cartas] de Machado de Assis a Carolina de Novais

Machado de Assis – Nós Queimaremos o Mundo, Querida

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Machado de Assis, em  Carta a Carolina de Novais (1869).       Diz a Madame de Stael que os primeiros amores não são os mais fortes porque nascem simplesmente da necessidade de amar. Assim é comigo; mas, além dessa, há uma razão capital, e é que tu não te pareces nada com as mulheres vulgares que tenho conhecido. Espírito e coração como o teu são prendas raras; alma tão boa e tão elevada, sensibilidade tão melindrosa, razão tão recta não são bens que a natureza espalhasse às mãos cheias (…). Tu pertences ao pequeno número de mulheres que ainda sabem amar, sentir, e pensar. Como te não amaria eu? Além disso tens para mim um dote que realça os mais: sofreste. É minha ambição dizer à tua grande alma desanimada: «levanta-te, crê e ama: aqui está uma alma que te compreende e te ama também.                          A responsabilidade de fazer-te feliz é decerto melindrosa; mas eu aceito-a com alegria, e estou certo que saberei desempenhar este agradável encargo. Olha, querida; também eu tenho pressentimento acerca da minha felicidade; mas que é isto senão o justo receio de quem não foi ainda completamente feliz? 
  Obrigado pela flor que mandaste; dei-lhe dois beijos como se fosse a ti mesma, pois que apesar de seca e sem perfume, trouxe-me ela um pouco de tua alma. Sábado é o dia da minha ida; faltam poucos dias e está tão longe! Mas que fazer? A resignação é necessária para quem está à porta do paraíso; não afrontemos o destino que é tão bom connosco. (…) Depois… depois querida, queimaremos o Mundo, porque só é verdadeiramente senhor do Mundo quem está acima das suas glórias fofas e das suas ambições estéreis. Estamos ambos neste caso; amamo-nos; e eu vivo e morro por ti. 
História de amor:
Em 1865, começou a elaborar Crime e Castigo, uma de suas obras capitais, que apareceu na revista O Mensageiro Russo, com grande sucesso. Quando seu editor determinou um curto prazo para que terminasse o livro, contratou a estenógrafa Anna Grigórievna Snítkina, na época com vinte e quatro anos, a quem dedicou, em apenas vinte e seis dias, o livro O Jogador. O relacionamento com Anna finalmente terminou em casamento em 15 de fevereiro de 1867.

Quem foi Fiodor Dostoiévski?  Foi um escritor e filósofo russo, considerado um dos maiores romancistas 

"Quem ama os homens, ama também sua alegria".
"Sofrer e chorar significa viver".
Espero que tenham gostado :-)
Compartilhe conosco sua opinião.

25 abril 2016

[Resenha] Pétreos

Sinopse:
Sir John Taurio, Conde de Alandes e comandante do exército de Rehn, era o melhor amigo do Rei Beath desde a infância e juntos tornaram seu reino o mais forte de todos os conhecidos. A amizade, vista como a base de uma era de ouro, se rompe de maneira inconciliável diante de uma praga agrícola. O Conde acredita que todos devem racionar qualquer suprimento para que o povo consiga sobreviver à crise, enquanto o monarca deseja que os impostos sobre a produção subam para preservar os luxos da nobreza.
John não consegue aceitar as ordens de seu antigo amigo e lança seu condado em uma luta desesperada para se separar do reino. Os homens do condado de Alande têm a escolha de lutar por um mundo novo que ainda não conseguem entender ou aceitar a exploração imposta pela monarquia. Com poucos aliados, Sir John decide não se render ao mundo que até então tinha defendido. Alandes, seu líder e seu povo buscam ser algo maior do que um simples território, eles precisa se tornar um sentimento de liberdade.

Resenha:

Com uma crítica feroz à ideia do “povo pagando pelas riquezas do rei”, PÉTREOS traz, de forma verosímil e com uma escrita fluida e muito bem estruturada, a luta entre o povo que busca sua liberdade da monarquia sanguessuga, e o rei e suas tropas, que tentam a todo custo mostrar sua superioridade para manter seus luxos em dia.


A história, longe de ser um clichê pesado, é, por vezes, temperada com humor e leveza, como se acontece na real convivência entre as pessoas, tratando os nobres e guerreiros não como máquinas de guerra, mas como seres humanos, com dúvidas, medos e apreensões mesclado a um duelo moral nas mentes dos reis John e Beath, e também na de todas as outras personagens. Detalhes minuciosos de comportamento em batalha, hábitos de época, conceitos de agricultura, política e teorias de 'causa e efeito'; questões éticas são abordadas, ideais são questionados, juramentos são postos a prova no momento de decidir de em qual lado lutar; todas as questões humanas são abordadas de forma sublime, deixando a história muito mais real do que ficcional ou fantástica.
Valeria a pena John colocar em risco a vida dos camponeses levando-os à batalha contra seu antigo exército – o mais forte e poderoso que existe? O Rei Beath realmente ordenaria que seu exercito levasse a cabeça de seu melhor amigo – quase irmão – após a guerra?
Acompanhamos, junto com todo o condado e o próprio Rei John, a construção da organização política de forma detalhada, as angústias de um rei nascido ao acaso, de um reino nascido da lealdade de um guerreio ao seu povo, onde o espírito humano é moldado com maestria pelas mãos do escritor. Vemos um desfile de personagens lindamente construídos, de extrema importância para o rumo da história, medidas certas de momentos emocionantes, surpresas e reviravoltas de tirar o fôlego e acelerar o coração.
 De um lado, o Rei Beath, responsável pelo crescimento do reino de Rehn. Do outro, o conde John, do condado Alandes, responsável pelos louros nos campos de batalha e por espalhar a fama de um reino próspero e sempre vitorioso. No meio disso tudo, um reino que sofre as consequências de uma crise agrícola que ameaça a vida do povo; Rei Beath, dado aos luxos da realeza, decide cobrar impostos mais altos aos povo sobre suas produções para manter seus costumes caros e ostensivos.
Por sua vez, conde John sugere o racionamento de suprimentos a todos – inclusive ao rei. Daí surge a luta entre o povo de Alandes e seu líder, conde John, e a coroa, em busca da separação de suas terras.
Até onde o orgulho ferido do Rei Beath será capaz de ir? E o que o futuro reserva para Alandes e seu povo? Só posso dizer que o final foi fantástico!!!

 A todo tempo em que eu lia este livro, uma frase de Ernest Hemingway no livro POR QUEM OS SINOS DOBRAM me vinha a mente. Ela diz: “Para fazer uma guerra basta ter inteligência. Mas para vencer é preciso talento.”
Um livro que deve ser devorado, sem medo.

22 abril 2016

[Lançamentos] Editora Intrínseca

Olha só quanta novidade da Editora Intrínseca neste mês de abril...

Eu sou o peregrinoEu sou o Peregrino-Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.
Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem. Em uma perseguição cinematográfica, Peregrino cruza o mundo, da Arábia Saudita às ruínas da Turquia; do Afeganistão ao Salão Oval da Casa Branca. Um caminho doloroso e repleto de ameaças inesperadas, na busca por um homem desconhecido cujo plano é desencadear uma destruição em massa sem precedentes.
Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes, 
O amor segundo Buenos AiresO amor segundo Buenos Aires-Buenos Aires, com suas largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, é cenário e ao mesmo tempo personagem das histórias de amor presentes neste romance arrebatador.
É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos.
Cada personagem tem a oportunidade de contar a sua versão dos fatos, numa trama absolutamente democrática. Impossível não se encantar com a presença de espírito e o senso de humor de Carolina, a lealdade de Eduardo, a sensatez e a determinação de Daniel, o jeito excêntrico de Charlotte. Em comum, esses personagens adoráveis têm uma enorme capacidade de amar
Alucinadamente felizAlucinadamente Feliz-Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.
O mistério do mapaO mistério do Mapa-Quando decidiram embarcar em um passeio de balão, Oliver, Mya e Jorge nunca poderiam imaginar que acabariam caindo em uma ilha desconhecida habitada por animais exóticos e uma horda de vikings raivosos. Bem-vindo a Poptropica: um arquipélago completamente fora dos mapas, cuja existência é mantida em segredo do restante do mundo. Neste primeiro volume da história, os três amigos encontram um mapa mágico e se aventuram em uma perigosa jornada para tentar encontrar o caminho de volta para casa. Porém, os habitantes da ilha — incluindo o assustador líder dos vikings, Erik, o Vermelho — estão nos calcanhares deles, e Octavian, o capitão do balão, responsável por estarem presos naquela ilha, quer seu mapa de volta. Será que Oliver, Mya e Jorge vão conseguir fugir das garras dos sanguinários vikings e encontrar um jeito de escapar da ilha e de Octavian? 
A agenda antiplanos
A Agenda Antiplanos-Autora do sucesso Destrua este diário, Keri Smith surge agora com a proposta de uma agenda desestruturada, que pretende muito mais inspirar sua criatividade e muito menos organizar seu dia a dia. Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o livro funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos, mas de uma forma nada limitada nem previsível.
Um diário que foca simultaneamente no hoje e no amanhã pode parecer paradoxal, mas Keri Smith prova o contrário. A partir da ideia de que a busca pela organização e pelo perfeccionismo tão exaltada na cultura moderna é na verdade um grande empecilho do processo criativo, o estilo, a forma e a proposta pouco convencional de A agenda antiplanos, ao mesmo tempo que entretêm, levam à reflexão, capturando momentos e estados de espírito e convidando o leitor a controlar menos e experimentar mais, a deixar de levar tudo tão a sério e, simplesmente, viver. E o principal: a se divertir!
É isso Que Eu Faço - Uma Vida de Amor e GuerraÉ isso que Eu faço-Lynsey Addario ainda tentava se estabelecer no fotojornalismo quando os atentados do 11 de Setembro sacudiram o mundo. Por ser um dos poucos profissionais da época com alguma experiência no Afeganistão, ela foi chamada para voltar ao Oriente Médio e cobrir a invasão americana. Foi quando fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.
As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes incompreendidos no Iraque, as aldeias incendiadas e os incontáveis mortos em Darfur. Expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia — uma história marcante que ganhou destaque na mídia internacional.
Apesar da presumível bravura, Lynsey não é de todo destemida. Do medo, ela tira o olhar de empatia essencial à profissão. Quando entrevista vítimas de estupro, fotografa um soldado alvejado em combate ou documenta a trágica vida das crianças famintas na Somália, é essa empatia que nos transporta para os lugares onde ela esteve, e então começamos a entender como o ímpeto de retratar a verdade triunfa sobre o terror.
Testemunha de tantas insurreições, Lynsey sabe que não documenta apenas notícias, mas o próprio destino da humanidade. O que ela faz, com clareza, suavidade e beleza, é registrar a realidade muitas vezes em sua condição mais extrema. Mais do que um trabalho, isso é sua missão. Mais do que a história de uma vida nas linhas de combate, É isso que eu faço é um testemunho tocante do custo humano da guerra.
Solteirona - O Direito de Escolher a Própria VidaSolteirona-Com quem se casar e quando: essas duas questões definem a existência de toda mulher, provoca a autora logo no início de Solteirona. Em uma análise inteligente e bem-vinda dos prazeres e possibilidades de ficar solteira, a jornalista e crítica cultural Kate Bolick parte da própria experiência para ponderar o porquê de mais de cem milhões de americanas hoje preferirem ficar solteiras.
As projeções apontam que esse número só tende a crescer, mas, mesmo assim, uma mulher passar batida pelos vinte, trinta anos sem se casar continua sendo uma questão mesmo, e talvez principalmente, se isso for uma escolha deliberada. Decidida a fincar pé na solteirice, Bolick apresenta um elenco de personalidades femininas do último século que, pela genialidade e determinação, são inspirações para sua escolha: a colunista Neith Boyce, a ensaísta Maeve Brennan, a visionária Charlotte Perkins Gilman, a poeta Edna St. Vincent Millay e a escritora Edith Wharton. Ao destacar a trajetória nada convencional dessas mulheres, Bolick faz lembrar quão atemporal é o dilema a respeito de se casar e ter filhos e levanta uma pauta ainda mais crucial nessa discussão: o direito de escolher a própria vida.


Bom espero que tenham gostado de conhecer, mais estes super lançamentos da Editora Intrínseca. Eu já escolhi os meus e vocês?
Bjin e até mais...

20 abril 2016

[Resenha] Amy & Matthew

Li este livro uns 2 meses atras e nem sei o motivo de nao ter postado rs. Enfim... 
Diferente de outras vezes que escrevo resenhas, decidi escrever esta resenha logo após ler o livro ou seja, tem uns 5 minutos que eu li. Então vamos as vias de fato e saber o que eu achei?
Sinopse: Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa.À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa.• Cammie McGovern é uma das fundadoras do Whole Children, uma instituição que oferece aulas extras e programas de auxílio para crianças com necessidades especiais. • Amy e Matthew é o seu primeiro livro destinado ao público jovem adulto. • Para os fãs de Eleonor & Park, nas listas de mais vendidos do país.




O que eu achei?
O livro é narrado em 3ª pessoa e conta a emocionante história de vida de Amy, uma meninsa super inteligente e esforçada que nunca teve amigos, tudo por conta de uma super proteção absurda de seus pais e por motivos de saúde. Amy teve problema ainda na infância de saude, onde teve paralisia espasmos constantes, necessita de ajuda praticamente para tudo.

No seu último ano na escola seus pais decidem contratar "amigos" para que pudessem substituir seus habituais auxiliares adultos. Essa decisão veio por conta de que eles desejavam que a menina tivesse amigos antes de ir para faculdade( não entendi essa super proteção), escolheram 4 auxiliares dentre eles estava Matthew, um menino gentil, inteligente e responsável, detalhe: Amy queria todos os outros só para tê- lo por perto.

Amy se apaixona por Matthew, mas comete um erro e decide simplesmente se afastar de tudo e todos e ir fazer faculdade, longe de casa. Amy se isola e pouco continua na vida Matthew, ainda assim ele continua apaixonado por Amy. Mattew tem que lidar com seus transtornos obsessivos compulsivos e tenta seguir em frente.
Não contarei muita coisa sobre a história, mas o fato é que Matthew nunca abandona Amy por mais que o mundo de ambos desmorone.
Eu simplesmente queria muito ler Amy & Matthew, mas talvez não tenha sido no melhor dia, sei lá, no melhor momento. Pois por mais fofa que a história pudesse ser não me emocionou, olha que isso é difícil, não derramei sequer uma lágrima. A história de superação de ambos personagens super vale a leitura.

-> Esta foi minha simples opinião do livro.
Caso, tenha gostado, deixe um comentário e siga o blog.
Beijos.


19 abril 2016

[Lançamentos] Mês Abril- Editoras Arqueiro e Sextante

Olha só quantos livros maravilhosos! Vem conhecer estes lançamentos de arrasar das Editoras Arqueiro e Sextante.

No seu olhar
Abril na Arqueiro chega com livro inédito do Nicholas Sparks, autor que já vendeu mais de 100 milhões de livros no mundo. Em No seu olhar, Colin e Maria precisarão confrontar suas diferenças e enxergar além das aparências para redescobrir a capacidade de amar. Esse é um daqueles livros imperdíveis! <3
Filha de imigrantes mexicanos, Maria Sanchez é uma advogada inteligente, bonita e bem-sucedida que aprendeu cedo o valor do trabalho duro e de uma rotina regrada. Porém um trauma a faz questionar tudo em que acreditava e voltar para sua cidade natal, a pequena Wilmington. 
A cidade também é o lugar que Colin Hancock escolheu para se dar uma segunda chance. Apesar de jovem, ele sofreu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Também cometeu sua parcela de erro e magoou mais gente do que gostaria. Agora está determinado a mudar de vida, tornar-se professor e dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve. 
Colin e Maria não foram feitos um para o outro, mas um encontro casual durante uma tempestade mudará o rumo de suas histórias. Ao confrontar as diferenças entre os dois, eles questionarão as próprias convicções. E ao enxergar além das aparências, redescobrirão a capacidade de amar. 
Porém, nessa frágil busca por um recomeço, o relacionamento deles é ameaçado por uma série de incidentes suspeitos que reaviva antigos sofrimentos. E quando um perigo real começa a se impor, Colin e Maria precisam lutar para que o amor sobreviva.
Com uma trama madura e repleta de emoções e de suspense, No Seu Olhar mostra que o amor às vezes é forjado em crises que ameaçam nos destruir e que o primeiro passo para a felicidade é acreditar em quem podemos ser.



A história de nós dois
Uma mulher, dois homens e tantos destinos possíveis. Como vocês acham que essa história vai terminar? Descubra em A história de nós dois, novo romance de a autora de Uma curva no tempo, Dani Atkins.
Emma tem 27 anos, é linda e inteligente e vive cercada de pessoas que ama. Prestes a se casar com Richard, seu namorado desde a época de escola, ela não poderia estar mais empolgada. 
Mas o que deveria ser o momento mais feliz de sua vida de repente vira uma tragédia. Emma sofre um acidente e é salva por um estranho minutos antes que o carro em que ela viajava explodisse. 
Abalada, ela decide adiar o casamento. E nesse meio-tempo descobre segredos que a fazem questionar as pessoas nas quais sempre confiara a ponto de duvidar se deve se casar afinal. 
Para complicar, ela se sente cada vez mais ligada a Jack, o homem que a salvou e que não sai da sua cabeça. Jack é lindo, gentil e divertido, de um jeito diferente de todos que ela já conheceu. Por outro lado, é Richard quem ela sempre amou... 
Uma mulher, dois homens, tantos destinos possíveis. Como essa história vai terminar?



Ligeiramente seduzidos
Pensaram que os romances acabaram? Não mesmo! Ligeiramente seduzidos é o quarto livro da série Os Bedwyns, de Mary Balogh e Paixão libertadora é o segundo volume da série Desejo proibido, de Sophie Jackson.
Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas. 
Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes - prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança. 
Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém. 
Em Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.


O quarto
Para os fãs de suspense, estamos lançando O quarto dia, "um livro excelente" segundo Stephen King. E para os fãs de fantasia vem Trama, com uma visão original e criativa sobre magia. Um livro para todas as idades.
Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica... se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro.
As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. 
Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.



Chega de açucar
Depois da Páscoa, que tal desintoxicar seu corpo e reduzir o consumo do açúcar até alcançar mudanças positivas para o seu bem-estar? Essa é a proposta de Chega de açúcar, de Sarah Wilson.
Em Chega de açúcar, você vai encontrar: 

Um programa de oito semanas para desintoxicar 
Ideias para substituir o açúcar sem comprometer a saúde
Técnicas para superar o desejo por doce 
108 receitas de pratos saudáveis, petiscos saborosos e doces guloseimas elaboradas pela autora e por seus colaboradores, incluindo a atriz Gwyneth Paltrow
Mesmo que você ainda não se sinta pronto para abandonar de vez o açúcar, este livro pode ajudá-lo a reduzir o consumo e até alcançar mudanças positivas para o seu bem-estar.




Diário de um zumbi do Minecraft
Seu zumbi favorito está de volta! Diário de um zumbi do Minecraft - Acampamentos dos horrores é o sexto livro da série. E Peça e será atendido, que já vendeu 7 milhões de livros, ganha uma capa nova com novo ISBN.
Nosso amigo zumbi tentou, tentou e tentou... 

Apesar de todos os planos mirabolantes e da ajuda de seus amigos Steve, Esquely, Slimey e Creepy, ele não conseguiu escapar do terrível destino de passar parte de suas férias no acampamento. Mas esse não é um acampamento comum! Os monitores são criaturas devoradoras de cérebro e a enfermeira é uma bruxa que gosta de comer carne podre! 
Será que Zumbi, Creepy e Steve sobreviverão aos terrores de lá? 
E como vão se preparar para as moblimpíadas, que acontecerão em poucas semanas? 
Novos amigos e novos rivais no sexto livro da série! 
Mas cuidado... O temível monstro de comida do refeitório pode estar atrás de você! 
Neste volume: o maior segredo do creepy é revelado! 




A Viagem do descobrimento
Por fim, pelo selo Estação Brasil, A viagem do descobrimento, primeiro volume da coleção Brasilis, de Eduardo Bueno, será relançado com uma edição revista. Em breve, os outros livros da série também chegarão nas livrarias.
Embarque nas naus e caravelas da vasta frota comandada por Pedro Álvares Cabral. Circule por entre marujos lusitanos, pilotos árabes, astrólogos judeus e nobres ibéricos. Viaje com eles por mares tempestuosos, em meio a perigos desconhecidos ou calmarias enervantes. Saiba que forças políticas moviam a esquadra que chegou ao Brasil, mergulhando no mundo da Escola de Sagres e do misterioso infante D. Henrique, um herdeiro dos Cavaleiros Templários. A viagem do descobrimento, primeiro volume da coleção Brasilis, revisita os momentos inaugurais da história do nosso país descrevendo-os como a grande aventura que de fato foram. A partir de cartas, documentos e crônicas da época, assim como estudos de historiadores consagrados, o jornalista e escritor Eduardo Bueno narra com riqueza de detalhes a trajetória de homens que venceram seus limites em busca de um novo mundo. Lançada originalmente no final dos anos 1990, a coleção inaugurou um estilo leve, crítico e divertido de contar a história de nosso país.

Pilares da terra, Os
Os Pilares da Terra
Os pilares da terra, maior best-seller de Ken Follett, autor que já vendeu mais 150 milhões de livros no mundo, chega à Arqueiro em e-book com uma nova tradução. É imperdível
Na Inglaterra do século XII, Philip, um fervoroso prior, acredita que a missão de vida que Deus lhe designou é erguer uma catedral à altura da grandeza divina. Um dia, o destino o leva a conhecer Tom, um humilde e visionário construtor que partilha o mesmo sonho. Juntos, os dois se propõem a construir um templo gótico digno de entrar para a história. 
No entanto, o país está assolado por sangrentas batalhas pelo trono, deixado vago por Henrique I, e a construção de uma catedral não é prioridade para nenhum dos lados, a não ser quando pode ser usada como peça em um intricado jogo de poder. 

Por hoje é só,vou ali correndo adicionar uns novos livros a minha lista de desejados(hehehe)e vocês, já escolheram quais vão querer?.

Bjin e até mais...


16 abril 2016

Cena deletada- Livro Convergente


Olá leitores do reino da Blogosfera! ;-) Tudo bem com vocês? Espero que sim!
Enquanto estava arrumando imagens lindas e quotes de Convergente, achei estas páginas que são de conteúdo exclusivo da versão original, quando foi traduzido para o português. Então decidi mostrar à vocês. 

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
TRADUÇÃO:
“Essa cena acontece um pouco antes que Tris, Tobias e os outros deixam a cidade pelo mundo a fora. Nele, Tori reuniu um grupo da Audácia para comemorar sua antiga facção, fazendo tatuagens dos seus ‘números de medos’ originais, desafiando o novo regime dos Sem-facção. Eu cortei essa parte para resolver a morte dos personagens, mas inicialmente eu escrevi porque estabelece muitos personagens e dinâmicas e emoções em um espaço pequeno, e é a ultima comemoração dos membros da Audácia, meio que terminando a série. Talvez você reconheça umas partes dele – algumas das informações nessas passagens estão espalhadas pelo livro.” -Veronica Roth

TRIS
Tori, que está carregando uma pequena caixa de papelão, coloca-a no chão e sobe em uma das mesas. Então ela levanta a mão, buscando silêncio. Ele vem devagar e em pedaços.
— Marquei essa reunião em parte para jogar na cara de Evelyn Johnson… — comemorações — e em parte por outra razão.
Ela alcança a caixa em seu pé e tira uma agulha de tatuagem.
— Para criar algo que nos mantenha juntos — Ela segura a agulha em ambas as mãos, tão gentil quanto se estivesse segurando uma criança.
Os membros da Audácia se juntam em fila rapidamente. O tempo junta enquanto passa. Eu fico mais e mais ciente do que estamos prestes a fazer esta noite. Sair da cidade. Quebrar a lei. Talvez nunca retornar. Encontrar o mundo lá fora. Ouvir as respostas de todas as nossas perguntas.
Somos mesmo apenas experimentos? Há quanto tempo está aqui fora? Você esteve nos assistindo? O que querem de nós?
E, para mim, a mais importante: Quem é Edith Prior?
Christina retorna da fila da tatuagem com o numero 13 em seu braço. Eu noto umas pequenas formas flutuando sob o 3, e ela me da um sorriso maligno.
— Mariposas, — ela explica. — Durona como bola de algodão, certo?
Eu rio, e então imagino se posso rir, pois foi isso que Will falou quando descobriu que ela tinha medo de mariposas. Mas acho que, depois que alguém morre, está tudo bem sentir o que você sente. E Christina ainda está sorrindo.
— É bom pensar nisso, — ela diz enquanto senta do meu outro lado. — Sabe?
Concordo, e mesmo que eu seja uma ‘careta’ e eu não faço essas coisas, eu seguro sua mão e aperto.
Tobias e eu estamos na fila do Bud, Shauna manobra sua cadeira de rodas para a fila de Tori, na frente de Zeke. Checo meu relógio. Temos algumas horas até executarmos nosso plano de fuga – não era minha intenção gastar essas horas esperando por uma tatuagem, mas talvez é assim que vai ser.
— Eu realmente vou sentir saudades daqui, — digo.
— Sério? — Ele indaga. — Meus pensamento são mais como, ‘Aleluia.’
— Você não vai sentir falta de nada? Nenhuma memória boa? — Eu dou uma cotovelada nele.
— Tudo bem, tem algumas. — Ele sorri.
— Alguma que não me envolve? — Digo. — Isso soa meio egocêntrico. Mas você me entendeu.
— Claro. Eu acho. — Tobias encolhe os ombros. — Digo, eu consegui ter uma vida diferente aqui, um nome diferente até. Aqui sempre fui Quatro, graças ao meu instrutor. Ele que inventou esse apelido.
— O legendário Quatro.
— De fato. — Ele espalha seus braços abertos. — E quão sortuda você é por estar em minha presença.
Eu o cutuco nas costelas com meu braço.
— Por que eu não conheci esse instrutor?
— Porque ele está morto. — Tobias diz “morto” como se fosse apenas outra palavra, mas seus olhos encontram os meus e posso dizer que isso é qualquer coisa menos um tópico casual. — Amar era Divergente.
Toco seu braço, gentilmente, mas não há muito a dizer. Ele se mexe como se estivesse desconfortável.
— Viu? — Ele diz. — Muitas memórias ruins aqui. Estou pronto para ir embora.
Ficamos quietos por um instante, e isso é confortável, o que é estranho pra mim. Usualmente, o silencio está carregado com todas as palavras que as pessoas não dizem, ou não conseguem encontrar uma forma de dizer, mas com ele, sinto que minha presença é o bastante.
Nos movemos cada vez mais perto da agulha de tatuagem, e quando estamos a alguns pés de distancia, Tori diz sem levantar a cabeça.
— Vocês dois, venham pra minha fila.
Fico nervosa, mas não quero que ela saiba que tenho medo dela, então faço o que ela diz.
Vou antes de Tobias, e quando Tori termina com a mulher da Audácia que estava na minha frente, ela enrola os dedos pra mim.
— Sua vez.
Ela troca a agulha antiga por uma nova, e prepara a tinta. Suas mãos estão nuas e são pequenas, duras como qualquer mão que eu já vi. Elas quase parecem estar descansando no ar, como se estivesse em uma mesa, sem movimento.
Sento a frente dela.
— Pode vem mais perto, sabia, — ela diz, — Não vou morder. — Ela inclina sua cabeça. — Oh, espera. Eu fiz essa, não foi?
Eu vou mais perto.
— Sei que seu ombro já está cheio, então você pode escolher um lugar diferente, — ela diz, e sua voz é inesperadamente macia. Seus olhos, que se curvam gentilmente pra baixo, encontra os meus.
— O.k. — Eu digo.
— Seu número? — ela diz. — Ou a melhor aproximação dele?
Meu número de medos, quando fui para a Paisagem do Medo durante a iniciação, era sete. Mas tenho os mesmos medos agora, dos que eu tinha na iniciação? Ainda tenho medo de ser responsável pela morte da minha família, quando eles já se fora,? Ainda tenho medo de estar com Tobias, daquela forma?
— Se estiver tendo problemas, pense na tatuagem como uma memória dos seus medos como uma iniciante da Audácia, — diz Tori. — O número pode mudar, mas a memória sempre será a mesma e é isso que está gravado, não a quantia de seus medos.
Assim é mais fácil.
— Meu número era sete.
Ofereço meu braço a ela, e ela limpa meu antebraço com anti-séptico, e então, toca a agulha na minha pele. Estou acostumada com o espetar da agulha e da dor que enche meus olhos de água. Não tenho nem que olhar pro lado dessa vez. Apenas observo a agulha se mover, e sua mão limpando o excesso de tinta, e minha pele ficando vermelha ao redor. Ainda não gosto do som que ele faz – tipo o som de abelhas.
— Aparentemente, você não precisava da Jeanine viva, — Tori diz rapidamente. — Você não precisava dela viva pra mostrar o vídeo.
— Não sabia disso naquela hora.
— Ou uma parte de você não queria saber. Queria deixa-la viva.
— Estou feliz que ela está morta.
— Hmm.
— Ei — digo severamente, então ela pausa, levanta a agulha. — Eu a odiava. Estou feliz que ela está morta. Você não é a única a ter vidas tiradas por ela, então para de agir como tal.
Ela não responde. Em vez disso, ela volta pra tatuagem, traçando cada linha, enchendo os espaços entre elas. Quando ela termina, a pele envolta do numero 7 está vermelho claro, mas não dói muito. Ela faz um curativo e percebo que a sala está quieta. Bud está guardando seus suprimentos, e Tobias está atrás de mim, ele é o ultimo da fila. O silencio é pra ele.

TOBIAS
— Todos nós sabemos seu número Tobias Eaton, — diz Tori.
Ainda sinto uma pitada de vulnerabilidade quando alguém fala meu nome em voz alta, como se fosse uma palavra proibida. Por um longo tempo pertencia apenas a mim, até que eu dei para Tris, mas ai a Franqueza alcançou ele com o soro da verdade, e agora pertence a todos.
Minha camiseta tem mangas longas que são coladas ao redor do pulso, então eu as puxo pra cima tão rápido quanto possível – para o meu cotovelo – e sento, oferecendo minha pele vazia para ela marcar. Ja estou quente de vergonha, nessa sala que não deveria estar em silencio, mas está. Ela levanta o cotovelo pra mim.
— Não lembro de ter colocado uma tatuagem em seu braço, — ela diz, dando um tapa no meu ante-braço. — Vamos, deixe-nos ver esse belo trabalho que eu fiz nas suas costas.
Ela me perguntou, uma vez, porque eu fiz tantas tatuagens se eu sempre as deixaria cobertas, mesmo no calor do verão, quando a maioria da Audácia usa poucas roupas. Eu não a dei uma razão, mas ainda me lembro – queria as tatuagens para cobrir todos os lugares que ele me machucou.
Muitas pessoas odeiam cicatrizes, mas antes que eu me juntei a Audácia, eu sempre quis ter algumas. Eu queria ter lembretes que, enquanto as feridas saram, elas não desaparecessem para sempre – nos carregamos elas pra todo canto, sempre, e esse é o jeito das coisas, das cicatrizes. E eu fiz as tatuagens, ao invés disso.
E eu escondo elas, porque eu não quero que as pessoas vejam essas feridas, mesmo que elas não saberão o que estão olhando.
Eu enrolo os dedos em volta da bainha da minha camiseta e puxo ela pela cabeça. Sento reto, minhas costas para a sala, as chamas dos meus lados expandindo e contraindo com minha respiração apressada. Tori limpa a pele no meu braço e sinto que minha pele aquece mais a cada segundo que eles passam olhando pra mim.
São silenciosos enquanto ela desenha o número, e no começo sinto que seu silencio é cruel. Mas enquanto ela desenha as ultimas linhas em mim, eu percebo que os membros da Audácia gritam quando sentem companheirismo, e são silenciosos quando respeitam. Para eles, ainda sou o homem com quatro medos.
Olho abaixo, para o 4 enquanto ela faz o curativo, e percebo que essa, diferente das outras tatuagens, é algo que tenho orgulho de carregar para todo lugar, orgulho até de carregar para fora da cerca, para qualquer coisa que venha a seguir.

Tradução feita por: divergentebrasil.com
Espero que tenham gostado :-)
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